A montanha mágica

quarta-feira, fevereiro 08, 2012

voltemos à final do open da austrália e ao que é novo sendo velho e a outros exemplos velhos mas sempre em renovação


1. ao momento em que Nadal pede ao árbitro para confirmar o seu próprio serviço esperando que fosse fora para assim não perder de imediato o ponto que na respetiva resposta Djokovic o deixou pregado ao corte

o árbitro pediu desculpa, se podia repetir, repetiu Nadal. sim. vamos ver.

mas imediatamente antes, Djokovic avança no corte e pergunta ao árbitro se ele pode fazer isso, duas vezes, pergunta duas vezes, estava atónito e o árbitro quase também.

ora, Nadal já pediu tarde para confirmar o serviço e pediu para confirmar uma possível e desejada bola fora sua.

isto, creio, foi novo. se foi daquele instante? só Nadal o saberá. e outros, que talvez já o tenham pensado.

a bola foi dentro, ia mesmo escrever fora, tal a mecanização. mas é isto mesmo, a mecanização talvez tenha deixado de o ser. a bola foi dentro, Nadal ficou desiludido, perdeu o ponto, o árbitro surpreendido, Djokovic siderado.

somos assim.

quem estava no sofá siderado ficou. incrível e tal. chegamos sempre mais longe.


2. Eurípides:


"Ulisses

Além do vinho, vamos dar-te ainda dinheiro

Sileno

Abre apenas o odre! Esquece o ouro!

Ulisses

Tragam então cá para fora queijos ou um cordeiro.

Sileno

É o que vou fazer, pouco me importa os patrões. Estou louco por beber uma taça de vinho, uma só, / que troco pelo gado de todos os ciclopes; estou louco por saltar para o mar do alto do rochedo de Léucade, podre de bêbedo, com um sorriso nos lábios. Que tolos, os que não vivem a alegria de tomar uma pinga! Para que, assim, aqui o compadre (apontando para o sexo) se mantenha direito, / e se agarre um seio e se apalpe com ambas as mãos uma ratinha com calores --ao mesmo tempo uma delícia e um anestésico para os males (termina soltando um profundo suspiro de prazer).
No que me toca, não hei-de eu venerar esta bebida e lamentar a estupidez do Ciclope e o seu olho espetado no meio da testa?

[...]

Sileno (abraçando-se aos joelhos do Ciclope)

Por Posídon que te gerou, ó Ciclope, pelo poderoso Tríton e por Nereu, por Calipso e pelas filhas de Nereu, / pelas ondas sagradas e por toda a raça de peixes, juro-te, ó perfeição dos Ciclopes, meu rico senhorzinho, que eu não vendi nenhum dos teus haveres aos estrangeiros. Raios partam estes meus filhos (apontando para o Coro de Sátiros), que amo mais que tudo, se te minto. /"


3. Alfred Hitchcock




4. wip

posted by Luís Miguel Dias quarta-feira, fevereiro 08, 2012

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Pousa sobre os relógios de sol as tuas sombras
E larga os ventos por sobre as campinas.


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