A montanha mágica

quarta-feira, outubro 19, 2011




acho que os inspetores da Scotland Yard que Woody Allen retrata como retrata não são mais do que o estado a que chegou o governo Blair e as principais instituições inglesas e europeias, a diminuição drástica da exigência e a vontade aflitiva em aparecer num gigante ecrã exterior numa qualquer grande praça europeia, dos estados unidos ou em alguns sítios da ásia

logo, vi todo o match point, e os filmes europeus que tem feito, como das maiores sátiras ao estado a que a europa, velho continente, e os estado unidos chegaram (europa subserviente); localizando no tempo e em acontecimentos concretos: o comportamento e ações que líderes de diferentes países assumiram aquando da guerra do iraque

tenho observado com alguma admiração que pessoas de diferentes profissões e de diferentes escalas/grupos sociais, muitos diferentes, leem os mesmos autores, josés rodrigues dos santos, nicholas sparks migueis sousas tavares etc, etc

e também achei as últimas críticas crónicas sobre o Meia-Noite em Paris de Woody Allen muito fraquinhas, exemplo:

- dizem que é sobre os anos 20 em Paris, vão ver, vão ver, se gostam daqueles artistas, corram, ai os anos 20 em Paris, ai, ai;

já li isto de pessoas que escolhem os autores, quer chorem muito ou não, que devem editar e premiar ao fim de dois ou três anos; o que interessa é ser o presidente da junta

que não se veja o filme, entre outras coisas, como uma crítica rasgada à nossa inação e às nossas prioridades, a lavandaria actual naquele local mítico; que não se veja que aquilo que queremos construir depende do esforço que quisermos/estivermos dispostos a fazer, há quem diga que os livros de poesia tendem a acabar; que não se veja que certa espécie de elite está cega e apenas interessada em comprar móveis nada especiais em antiquários pagando facilmente cem mil euros, e viver em luxos desmedidos andando e ouvindo muito raramente as pessoas que andam na rua, o caso da crónica de miguel sousa tavares do dia 15/10/11 no semanário expresso é paradigmático e boçal

woody allen, ainda assim, concedeu dois segundos a Djuna Barnes, bravo.

posted by Luís Miguel Dias quarta-feira, outubro 19, 2011

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São horas, Senhor. O Verão alongou-se muito.
Pousa sobre os relógios de sol as tuas sombras
E larga os ventos por sobre as campinas.


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