A montanha mágica

segunda-feira, junho 13, 2011

na passada segunda feira escrevi isto..... e hoje mais isto


Rui Tavares já se havia tornado/mostrado algo ridículo quando dizia/diz escrevia/escreve algo como como é mau ter razão antes do tempo, como chamei a atenção e agora se viu que tinha razão e assim.

Mas hoje, dia 6/6/2011, o ridículo foi ainda mais, desculpe lá e salvaguardadndo as diferenças e a distância, o sr. dr. parece Silvio Berlusconi há uma semana atrás a dizer o que disse quer aos vencedores das eleições em Milão e em Nápoles, que você conhece e chegou mesmo a ajudar, quer aos eleitores. Desde já o felicito e lhe agradeço, por ter ajudado a derrotar o primeiro ministro italiano.

Mas olhe, a primeira coisa a mudar talvez seja esta mesmo.

Segunda: dificilmente se leu nas suas crónicas uma crítica avassaladora e corrosiva tendo como destinatário o Partido Socialista e o seu governo, como os últimos cinco anos mereceram, nas suas diferentes dimensões: governação e encenação e perpetuação e encenação. Percebo, mas fez muito mal pois defendeu aquilo que não sabe como mudar ou que o repugna.

Terceiro: um colega seu de tv, análise política, mas politólago, Pedro Adão e Silva, de tradição maçónica, como se apresentou, cronista do semanário Expresso, defendeu há dois anos, talvez menos, na sic-notícias, no auge quase do saber-se do problema, com uma candura repugnante, o trabalho de Vítor Constâncio à frente do Banco de Portugal, dizendo que este tinha cumprido muito bem o seu papel. Voilà.

Quarta: vou na página 75 do Portugal ensaio contra a autoflagelação, de Boaventura de Sousa Santos, e até agora nenhuma referência foi feita a instituições religiosas, à ajuda que estas prestam. Não, não quero saber disto nem daquilo, é um trabalho de investigação, também, ou não? Ciência Sociais, ou não?

Quinta: saber ouvir, ver, analisar, reflectir, decidir, contemplar; você e os seus colegas de exblog e de blogs próximos, exemplo jugular, mostram uma presunção à flor da pele de que só vocês é que sabem, que só vocês é que são sensíveis a, que só vocês é que se preocupam, e bláblábla que dá dó.
Nas suas crónicas pouco se vê de crítica ou autocrítica a valer, acho mesmo que o sr. achou bom o discurso de derrota do até ontem líder do PS, que procuraria as câmaras de tv com a mesma sede que o suor escorria que assobiaria as perguntas dos jornalistas e assim.
No fundo só estão bem se forem eleitos com noventa e tal por cento de aprovação em congresso ou em convenção. A sua presunção a sua arrogância intelectual e os seus dotes de adivinhação são, enfim, de muito mau gosto.
O antepenúltimo e penúltimo parágrafos chegam mesmo a ser pornográficos, "Sim, porque nós havemos de ter falhado em qualquer coisa" e "A esquerda não será séria se achar que fez tudo bem e que, para o futuro, só há que continuar a fzer o mesmo" reter: em qualquer coisa e que fez tudo bem.

A História ensina e mostra o que é que acontece às pessoas que mais directa ou indirectamnete trabalham nas capitais políticas, não são só coisas boas. Desde o Egipto dos faráos.

Onde é que o sr. falhou?
Com todo o respeito do mundo, gimme a break.


e hoje acrescento mais isto:

- os tiques de autoridade e de conhecimento: "começar por uma coisa simples e encontrável em qualquer enciclopédia" e "agora vamos complicar mais um bocadinho";

- e depois o mau gosto: "e por isso agradeço sinceramente a";

- a iluminação: "aquela crónica não era, está claro, um texto de".

quem já passou pelo blog jugular sabe que o tom é quase todo assim; é assim esta esquerda. de fugir.


Não conheço de lado nenhum ninguém do blog que Rui Tavares cita hoje.

posted by Luís Miguel Dias segunda-feira, junho 13, 2011

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