- Precisamos muito de pintores. - Oh, Sr. General, precisamos muito de generais.
Há pessoas de quem passamos a gostar muito desde que lemos ou ouvimos a primeira frase, o primeiro parágrafo. Desde sempre, diríamos.
Por isso que no dia 6 de Abril já com a iluminação pública ligada ainda que não há muito tempo nos encaminhamos para a livraria trama. Distraídos quer à entrada quer à saída gravamos uma grande parte do que foi a conversa à volta do filme/documentário sobre Skapinakis.
Dentro do tempo longo, foi uma conversa muito interessante a lembrar um certo estilo de longa metragem que não sei agora com alguém presente ausente.
Que parece que os pintores portugueses não escreviam cartas, que não se correspondiam. A alguém, se calhar, escreviam mesmo só que...
Uma palmeira, uma pintura como um cartaz, uma camisa vermelha. Quartos, mulheres, telhados, gatos, janelas, céu.
Dias antes, creio, Mozos e Ruínas. Li depois de ver, críticos, jornalistas e outros e nenhum foi capaz de dizer que Ruínas, gostei mesmo muito, se inscreve, ora, dentro daquilo que Apichatpong Weerasethakul, certo, certo, fez em Síndromas e um Século.
Aliás, também ainda não sei bem se o filme/documentário de Jorge Silva Melo, Nikias Skapinakis, não tem mais a ver com Síndromas e um século que o Ruínas.
Ali em cima no canto superior direito canal:youtube/amontanhamagica pode-se ver e ouvir uma grande parte da conversa, de I a VIII, na trama. A gravação não é integral, faltam para aí os últimos dez minutos e a meio há um corte de, digamos 16, 17 segundos.
"Tenho uma
admiração enorme por Buster
Keaton. Quando está ao pé de uma
mulher não faz nada, mas sinto
que está apaixonado: quando está
triste não faz nada, mas sinto que
está triste. É um mistério. Sou
eu, espectador, que interpreto no
lugar dele. Isso é que é formidável."