domingo, dezembro 05, 2004
O Combate com o Demónio
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"Mesmo de um ponto de vista exterior nota-se imediatamente no destino destas três figuras heróicas, Hölderlin, Kleist e Nietzsche, uma evidente coincidência: encontram-se os três, por assim dizer, sob o mesmo signo. São expulsos do seu próprio ser por um poder superior, de certa maneira sobrenatural, e atirados para dentro de um ciclone de paixão que os destruirá, terminando precocemente os seus dias numa terrível perturbação do espírito, numa fatal embriaguês dos sentidos, na loucura ou no suicídio. Separados do seu tempo, incompreendidos pela sua geração, cada um deles passa meteoricamente como um lampejo breve através das trevas da missão que lhe coube. Desconhecem o seu caminho, desconhecem o sentido da sua existência, porque o seu trajecto os conduz do infinito ao infinito; na sua ascensão e queda, mal chegam a tocar no mundo real."
in Stefan Zweig (trad. José Miranda Justo), O Combate com o Demónio, Antígona, 2004, pp.8 e 9.
Já sabia Alexandre? Já agora, parabéns por As Não-Metamorfoses. No seta despedida, sobre o mesmo livro, lê-se:
No livro As Não-Metamorfoses, de Alexandre Andrade, Apolo e Dafne, Actéon e Diana, as Sabinas, Salomé, Paolo e Francesca, D. Quixote e Dulcineia, Werther, Cathy e Heathcliff, e algumas personagens da «Cartuxa de Parma» podem ser observadas em acção nos tempos verosímeis que vivemos, em que a aparência da verdade é tão cultivada.
E diz mais...
posted by Luís Miguel Dias domingo, dezembro 05, 2004