No mais recente filme de Aki Kaurismäki, Le Havre, a dado passo da tormenta feliz aparecem dois padres no exterior de uma igreja a trocar dúvidas se S. Lucas isto se S. Mateus aquilo. De quem me lembrei logo foi de S. João, meus filhinhos...
Não saem bem tratados, e acho que seria bom olharmos bem para o que Kaurismäki resume naqueles breves instantes.
Por exemplo, no site da pastoral da cultura não vi pelos responsáveis da secção de cinema uma abordagem a este filme mas em relação ao novo Spielberg ou aquando do filme sobre o fundador da opus dei foi um instante, logo. Para onde olhamos? Melhor: para onde continuamos a olhar?
Pede Vossa Santidade para “observar bem, estar atento, olhar conscienciosamente, dar-se conta de uma realidade”. Pois. Um exemplo, um sintoma, uma persistência: as declarações do novo cardeal português sobre o papel das mulheres. Pede Vossa Santidade para observar bem? Aonde é que estas pessoas estão? Com quem falam? Quem querem ouvir? Onde é que se colocam? Já reparou viu e não gostou, certamente, do espaço que muitos padres, bispos, cardeais e até leigos se situam, não é verdade? Claro que são homens e mulheres mas parecem anestesiados, de olhos toldados.
Olhe, inclinando-me, para mim tem sido uma desilusão, nestes tempos ouvir as pessoas que tenho ouvido de dentro da igreja sobre a riqueza e a sua redistribuição. Parecem as posições adotadas durante o século XX com os regimes ditatoriais, sim.
Parecem tudo menos vermos no outro um verdadeiro alter-ego, infinitamente amado pelo Senhor, como vossa santidade escreve.
Ah, sim, o bem existe, sim, as pessoas sabem-no bem mas veem a riqueza material antepor-se a tudo, as declarações de um bispo português a negar na tv que a criação de um novo imposto para os mais ricos se calhar não era a melhor opção, que tínhamos de estudar o assunto. Enfim.
Já o sabe há muito tempo, mas o dinheiro e a conquista da imortalidade são faces do diabo, do mal. Vê-se muita comodidade e silêncios para a conquista de simpatias, é o saber viver. Oh, a tragédia grega fala dele tão bem, e dá tão bons conselhos...
Vossa Santidade diz entre todas as outras coisas, só estou a olhar para as menos importantes, melhor, vossa santidade pede para os membros terem a mesma solicitude uns para com os outros. É outra, também, das doenças das mais cínicas mais fatais do nosso tempo, de todos os tempos : a matança do sonho, o assassínio do sonho. Tão visível. Tão exposto.
Na curta-metragem de Jacques Tati intitulada Aulas Nocturnas (que tenho aproveitado para trabalhar juntamente com alunos do ensino secundário), o professor trabalha naquela aula, com os seus alunos, o tema da observação. Entre a meia dúzia de exemplos que mostra pede-lhes por fim para serem eles a fazer uma experiência. Primeiro observam como se tropeça e depois teem de tropeçar. Aprender a tropeçar. Aprender a tropeçar nuns degraus. Aprender a tropeçar bem, apender a tropeçar melhor, aprender a tropeçar cada vez melhor.
Nas mesmas folhas da paróquia onde vinha a sua mensagem para esta Quaresma vinha também a de Sua Eminência Reverendíssima O Cardeal-Patriarca de Lisboa que aproveitei para não ler. Ainda tenho bem presentes as declarações desta mesma Eminência a responder aos jornalistas sobre a maçonaria, de olhos esbugalhados, a dizer que sobre o sporting ou sobre o benfica não queria saber.
Pequei, fui contra aquilo que nos pede. Pequei. Peco muito.
Termino com uma confissão e uma sugestão, tem-me assolado e assim desabafo: teria doze ou treze anos (aí por volta de 1985) quando fiz a comunhão solene. E nos ensaios preparatórios sabe o que nos deu o pároco responsável por esse trabalho: um flyer sobre José Maria Escrivá, ainda o tenho ali.
A sugestão, rever/ver Le Havre, de Aki Kaurismäki.
Termino, agora sim, com as palavras de José Augusto Mourão: “Um cristianismo corrompido varre o mundo –isso nota-se no facto de a palavra «sacrifício» acabar por definir o sacrifício de si mesmo. Quando o poderoso humilha o outro, incita-o a instalar-se no estatuto cómodo de vítima e toda a negociação se torna impossível. Ora, há passos a registar, que não são de somenos: da luta de classes passou-se à concertação social, a retórica vitimária deu lugar às negociações salariais.”
Com todo o respeito,
Luís Miguel Dias, docente do ensino básico e secundário neste momento a lecionar a cursos das Novas Oportunidades e que ainda não sabe muito bem respeitar ou desrespeitar o acordo ortográfico, ainda me sinto confuso.
posted by Luís Miguel Dias sexta-feira, fevereiro 24, 2012
estava sem ler o jornal público aí há uma semana e depois ontem ao ler edições atrasadas vi/li que Miguel Esteves Cardoso escreveu sobre Aki Kaurismäki e também sobre o que outros já tinham escrito uns dias antes
e como quase ao mesmo tempo, este quase é decisivo, como se compreende, estava a folhear de Duarte Belo o magnífico magnífico Portugal Luz e Sombra O País depois de Orlando Ribeiro
dei com os olhos na Pedra da Ursa. Colares. Sintra. Lisboa.
diz Duarte Belo: "O acesso à praia da Ursa faz-se por um caminho íngreme e pedregoso. Não é fácil lá chegar, mas o que se encontra é um dos mais extraordinários recantos do litoral português. Aqui, entre o mar e a escarpa rochosa, numa paisagem avassaladora, ainda se sente um ambiente de Natureza selvagem, muito pouco tocado pela mão humana."
ali quase vi Caspar David Friedrich, Chalk Cliffs of Rügen e
e depois tem as fotografias de Orlando Ribeiro (de 1940) e de Duarte Belo (de 2001), que não coloco aqui porque na página 4 diz "reservados todos os direitos"... e assim... "e o tratamento informático... sem a autorização expressa dos titulares dos direitos."
e depois, outra vez, a página 261 é dedicada à de há muito muito tempo notável Castro Laboreiro, de onde Kaurismäki diz que é a sua professora de português.
posted by Luís Miguel Dias quarta-feira, fevereiro 22, 2012
é que abrindo-se o jornal se leem coisas hilariantes: num caso a hybris em eslendor de Ricardo Araújo Pereira ao jornal i, há uma semana, já cego, noutro caso Manuel António Pina que agora deixa entender o teor de algumas das suas crónicas diárias, ainda no tempo do outro senhor e que agora diz que um cinto e tal agarrado e assim...
6.prosseguindo, é muito comum em Portugal, quase avassaladora, a forma como os indivíduos também chamados de jornalistas desportivos e de revisionistas em direto afirmam que um desportista aos 30 anos já é veterano, já velho, não é?
depois a taxa de desemprego aumenta e as pessoas na casa dos 40,45 anos também já são velhas e já não há emprego para elas, querem reformá-las.
aqui há uns meses atrás quando se ouviu falar dos problemas que a polícia estava a ter para dentro da cadeia e das celas conseguir dominar um recluso que se estava a portar muito mal, e quando se ouviu soube-se que se recorreu a choques elétricos para conseguir dominar o tal homem. choques elétricos? não se conseguiu não se recorrer a essa estratégia. não havia, parece, homens suficientes para o conseguir o dominar. mil homens parece que não chegavam. logo, vamos aos choques. até um dos inefáveis do presente regime político que vivemos foi para a tv justificar que para aquele caso o uso de choques elétricos foi inevitável, é deputado da república e escreve, veja-se lá, naquela merda a céu aberto que é o blog chamado jugular. não havia homens suficientes, não havia.
acho inaceitável, intolerável, que o assassino de Beja não tenha sido vigiado o suficiente; que não se tenha tentado prevenir ao máximo possíveis tentativas de suicídio dentro de uma cela. inaceitável. cometeu crimes hediondos mas era um homem, um ser humano.
7.
8. Ésquilo, é:
"PODER Basta! Porque vacilas e porquê essa vã piedade? Como podes não abominar um deus detestado pelos deuses, que entregou o teu privilégio aos mortais?
HEFESTOS Poderosos são os laços do sangue e o hábito de viver em comum.
PODER Assim é. Mas ser-te-á possível desobedecer às ordens de um pai? Não temes fazê-lo?
HEFESTOS Tu nunca tiveste piedade e foste sempre audacioso.
PODER Nada ganharás em chorá-lo, portanto não te atormentes em vão.
HEFESTOS Ah, que missão detestável!
PODER Porque a detestas? Acaso, para te falar francamente, a tua arte é culpada de todos estes males?
HEFESTOS Que a outro coubesse a tarefa, não a mim.
PODER Todas as tarefas são desagradáveis, salvo a de rei dos deuses, pois só Zeus é livre.
HEFESTOS Bem sei, e nada tenho a replicar.
PODER Apressa-te então em aplicar-lhe as cadeias, que teu pai não te veja hesitar?
HEFESTOS Pode ver que já as tenho nas minhas mãos.
PODER Passa-lhes à volta do braço, martela-as com força e crava-as na rocha.
HEFESTOS Estou prestes a fazê-lo, não é em vão que trabalho.
PODER Bate com mais força, aperta-as bem, não as deixes frouxas; porque ele é capaz de encontrar uma saída mesmo que se trate de uma situação impossível.
HEFESTOS Este braço está indissoluvelmente preso.
PODER Agora o outro. Prende-o solidamente. Que ele aprenda que Zeus tem o espírito mais perspicaz que o dele.
HEFESTOS A não ser ele, ninguém mais se pode queixar do meu trabalho.
PODER Agora enterra-lhe duramente o dente desta cunha no peito e bate com força.
HEFESTOS Ai de mim! Prometeu, como deploro os teus males.
PODER Mais uma vez hesitas e lamentas o inimigo de Zeus. Oxalá um dia não te lastimes a ti próprio.
HEFESTOS Tens diante dos olhos um penoso espectáculo.
PODER Vejo aquilo que ele merece. Passa-lhe agora esta corrente em volta dos rins.
HEFESTOS É-me forçoso fazê-lo, não me instigues mais.
PODER De qualquer modo ordeno-to, quero mesmo gritá-lo. Acorrenta-lhe agora as pernas com toda a tua força.
HEFESTOS Pronto, já o fiz; o trabalho não levou muito tempo.
PODER Agora bate forte e crava-lhe os grilhões na carne, pois aquele que vai julgar a tua obra é um temível senhor.
HEFESTOS A tua linguagem liga à perfeição com o teu rosto."
4.continuando, um destes dias desarmaram-me dizendo-me que não há quem queira ouvir determinados assuntos fundamentais. pena que não haja quem queira ouvir, disseram, logo, acrescento, não se diz, não é? é isso? Ok. A sofística é assim.
E depois também há a outra lenda que diz que ai, ai, tu não podes dizer isso, não lhe podes dizer isso, ele vai levar a mal.
Olhemos então para um excerto de Os Persas, Ésquilo:
"Coro Ai de mim! Grita e informa-te de tudo. Onde estão os restos dos teus numerosos amigos? Onde estão aqueles que combatiam a teu lado, Ferandakes, Sousas, Pelagon, Dotamas, Psammis, Susiskanes e Agabatas, que deixou Ectabane?
Xerxes Estão perdidos. Precipitados de um navio tiriano, deixei-os nas costas de Salamina, a braços com a rude falésia.
Coro Ai de mim! E que fizeste de Farnukos e do bravo Ariomardo? Onde está o príncipe Seuakes, o nobre de Liliaios, Menfis, Tharybis, e Masistras, e Artembares, e Hystaichmas? Dá-me notícias deles.
Xerxes Desgraça! Desgraça sobre mim! Viram a antiga, a odiosa Atenas, e todos, de um só golpe, ai de mim! ai de mim!, ei-los, os infelizes, palpitantes sobre o areal!
[...]
Xerxes Os que comandavam o meu exército estão todos mortos.
Coro E mortos, ai de mim!, sem glória.
Xerxes Ai! ai! Ai de mim! Ai de mim!
Coro Ai de mim! Ai de mim! Os deuses levaram-nos para um desastre inesperado, tão terrífico como aqueles que vê Ate.
Xerxes Fomos atingidos por uma incurável ferida!
Coro Fomos, sim, é terrivelmente visível.
Xerxes Por um infortúnio inaudito, por um infortúnio inaudito.
Coro Por termos pelejado, infelizmente, com os marinheiros da Iónia. A raça dos Persas é infeliz na guerra.
Xerxes Dizes bem. Que golpe para mim, infortunado sou, ter perdido um tão grande exército!
Coro Que resta dele? Era enorme, o poder dos Persas.
Xerxes Aqui está o que resta do meu equipamento.
Coro Estou a ver, estou a ver.
Xerxes Esta bainha de flechas.
Coro Que dizes que salvaste?
Xerxes Este carcás de flechas.
Coro Em tanto é muito pouco.
Xerxes Perdemos os nossos defensores.
Coro O povo da Iónia não fugiu ao combate."
5. não, não vamos, vamos a Edward Gibbon, que muitas são as evidências que nos remetem também para lá: "quanto mais denso é o feno, mais facilmente o ceifamos [Alarico], foi a lacónica resposta do bárbaro; e esta rústica metáfora fez-se acompanhar de uma sonora e insultuosa risada, reveladora do seu desprezo pelas ameaças de uma populaça belicosa, amolecida pelo luxo antes de ter ficado emagracida pela fome." apenas dizer para sair mais fardo de palha, para a mesma mesa, tal é a fome e o apetite. bom proveito. viva a opus dei! viva a maçonaria! viva! infelizmente, continuamos assim.
e, parece-me, que não podia deixar de o ser, o filme é ao mesmo tempo a concretização/demonstração prática da ideia/estado do mundo consumista/desiludido/entristecido que somos que DeLillo escreveu, não tenho aqui o livro senão transcrevia aquela procissão noturna para o concerto do rapper, e do que se dizia.
MTV: David, thanks for talking with us! Have you been filled in on what's happened with "Cosmopolis" over here?
David Cronenberg: You know, I've been following it! I'm shocked! I'm shocked and amazed and really tickled. It proves that movie fans are unpredictable and really interesting and really passionate. It's fantastic. I would have never, ever imagined that this would happen.
[...]
MTV: Clearly, there is a lot of interest in this movie, seeing that it came out ahead over movies like "Dark Knight," "Twilight" and "Hunger Games." There is a lot of attention on Rob, of course. Can you talk about your experience working with Rob, and the kind of actor you found him to be over the course of shooting "Cosmopolis"?
Cronenberg: He's terrific. He deserves the affection that the fans have for him. He's incredibly sweet, he's very funny, he's very bright and he's also very knowledgeable about cinema. Not just movies but the history of cinema. He knows a lot about it. He's just a sweetheart. And he's totally professional. He's always right there. We had a lot of fun shooting [the movie] because, as I say, he has a great sense of humor. We just played a lot. I think that's a really great tone that's set for everybody on the set. The lead actor has a really big influence on the tone of the shoot. If you've got a guy who's very difficult and neurotic or whatever, they can't help but affect everybody's day. But Rob is not like that. He's just a ray of sunshine. In fact, he's in absolutely every scene of the movie, so obviously his temperament would have a huge influence on how the shoot went ... and it was a dream. It was a beautiful shoot.
[..]
MTV: Well, something close to 6 million votes were cast in this tournament, and almost 4 million were cast in this final poll alone. The numbers do not lie.
Cronenberg: That's fantastic. That's just great. That's just great.
voltemos à final do open da austrália e ao que é novo sendo velho e a outros exemplos velhos mas sempre em renovação
1.ao momento em que Nadal pede ao árbitro para confirmar o seu próprio serviço esperando que fosse fora para assim não perder de imediato o ponto que na respetiva resposta Djokovic o deixou pregado ao corte
o árbitro pediu desculpa, se podia repetir, repetiu Nadal. sim. vamos ver.
mas imediatamente antes, Djokovic avança no corte e pergunta ao árbitro se ele pode fazer isso, duas vezes, pergunta duas vezes, estava atónito e o árbitro quase também.
ora, Nadal já pediu tarde para confirmar o serviço e pediu para confirmar uma possível e desejada bola fora sua.
isto, creio, foi novo. se foi daquele instante? só Nadal o saberá. e outros, que talvez já o tenham pensado.
a bola foi dentro, ia mesmo escrever fora, tal a mecanização. mas é isto mesmo, a mecanização talvez tenha deixado de o ser. a bola foi dentro, Nadal ficou desiludido, perdeu o ponto, o árbitro surpreendido, Djokovic siderado.
somos assim.
quem estava no sofá siderado ficou. incrível e tal. chegamos sempre mais longe.
2. Eurípides:
"Ulisses
Além do vinho, vamos dar-te ainda dinheiro
Sileno
Abre apenas o odre! Esquece o ouro!
Ulisses
Tragam então cá para fora queijos ou um cordeiro.
Sileno
É o que vou fazer, pouco me importa os patrões. Estou louco por beber uma taça de vinho, uma só, / que troco pelo gado de todos os ciclopes; estou louco por saltar para o mar do alto do rochedo de Léucade, podre de bêbedo, com um sorriso nos lábios. Que tolos, os que não vivem a alegria de tomar uma pinga! Para que, assim, aqui o compadre (apontando para o sexo) se mantenha direito, / e se agarre um seio e se apalpe com ambas as mãos uma ratinha com calores --ao mesmo tempo uma delícia e um anestésico para os males (termina soltando um profundo suspiro de prazer). No que me toca, não hei-de eu venerar esta bebida e lamentar a estupidez do Ciclope e o seu olho espetado no meio da testa?
[...]
Sileno (abraçando-se aos joelhos do Ciclope)
Por Posídon que te gerou, ó Ciclope, pelo poderoso Tríton e por Nereu, por Calipso e pelas filhas de Nereu, / pelas ondas sagradas e por toda a raça de peixes, juro-te, ó perfeição dos Ciclopes, meu rico senhorzinho, que eu não vendi nenhum dos teus haveres aos estrangeiros. Raios partam estes meus filhos (apontando para o Coro de Sátiros), que amo mais que tudo, se te minto. /"
que o guião do filme The Southerner, em português A semente do ódio, de Jean Renoir, tem a mão de William Faulkner
fica-se a saber isto no _________________________________________
que o guião de Targets, em português Alvos, de Peter Bogdanovich, a cinco euros na fnac, foi reescrito por Samuel Fuller que também sugeriu para que investisse mais na última parte do filme. A personagem interpretada por Bogdanovich chama-se Sammy Michaels em homenagem a Samuel Michael Fuller.
isto e outras mais tantas coisas fica-se a saber ______________________________________________________________
agora que Anders Breivik parece que vai dar uma entrevista a um canal de tv...
posted by Luís Miguel Dias sexta-feira, fevereiro 03, 2012
quinta-feira, fevereiro 02, 2012
Wislawa Szymborska, 1923-2012
em portugal vai um jornalista do porto à galiza ou a londres ver o paulo ferreira jogar para, empolgadamente, na bola branca __________________________________________________________________________em espanha
“Viajamos más rápido, más a menudo, más lejos,/ aunque en lugar de recuerdos volvemos con fotos./ Aquí yo con un tío./ Aquel creo que es mi ex./ Aquí todos en pelotas,/ así que seguramente es una playa”.
Días antes de la cita, Wislawa Szymborska había pedido la lista de temas sobre los que tendría que hablar en Cracovia. Una vez allí aclara el porqué: "Aunque luego hablemos de lo que sea, así al menos puedo pensar y decirle a usted algo coherente. No crea que soy brillante. Hay preguntas para las que no tengo respuesta". No le gustan las fotos, así es que trata de distraer al fotógrafo cuanto puede: "Si hubiera venido hace 30 años... con esa cámara tan aparatosa me sacará todas las arrugas, ¿verdad? ¿No podría retocarlas un poco, como hacen con Sharon Stone?". Al cabo de unos minutos vuelve al ataque: "¿Es usted tan alto porque no fuma? ¿Hizo el servicio militar? Descanse un poco, deje la cámara y tome otro coñac".