A montanha mágica

terça-feira, janeiro 31, 2012










"Es un señor que tiene aspecto de no señor."

posted by Luís Miguel Dias terça-feira, janeiro 31, 2012

na final do passado domingo/segunda feira do open da Austrália ficamos a saber que nós enquanto Nadal pedimos para confirmar o nosso próprio serviço (e a pedir a todos os santinhos e a todas santinhas que nos desse a bola como fora) uma vez que a resposta de Djokovic, nós também, isto não é fácil, nos deixou colados ao corte.

estávamos num momento difícil, por um lado, ou estávamos num momento muito bom, por outro lado. isto é, conforme.

se compararmos esta decisão/exemplo enquanto nós em diferentes dimensões com a dos profissionais da nba, também nós noutra dimensão, nada fácil mesmo, que mesmo tendo 3 pontos de avanço sem posse de bola e faltando apenas 3 segundos para o fim do jogo não fazem falta para perder 2 pontos e assim ficarem eles com a posse de bola e assim ganharem o jogo...

é uma comparação gira. é a vida. isto é tudo muito giro.

posted by Luís Miguel Dias terça-feira, janeiro 31, 2012

segunda-feira, janeiro 30, 2012

claro que os tarefeiros mais liberais, oxalá já tenham feito chegar o fardo de palha ao outro que esperava pelo centeio, claro que os tarefeiros mais liberais dizia nunca escreveram nos jornais onde escrevem que a Alemanha que defendem em Portugal não é a Alemanhã que querem para Portugal, isso é que era bom, olarilaolela

no âmbito da concertação social, um destes dias vi num programa de tv, em repetição, o representante da comissão de trabalhadores da autoeuropa mais o novo líder da cgtp, ainda não era mas hoje já é, em troca de ideias

perguntava o jornalista ao representante da comissão de trabalhadores da autoeuropa se a empresa funcionava bem, se estavam a passar bem, se os trabalhadores aceitavam bem, isto e mais aquilo, já se vê (banco de horas, férias antecipadas, reduções...)

e o representante da comissão de trabalhadores da autoeuropa disse que sim, que os trabalhadores tomavam parte nas decisões da empresa, votavam as medidas a adotar pelos trabalhadores, e, veja-se lá, agora, atenção: que elegiam metade do conselho fiscal da empresa por voto secreto e que esses eleitos tinham de o ser por 80% dos votos

absolutamente incrível para este país,

e a empresa funciona bem, é a que mais produz parece - produção palavra puta

ora, e o novo líder da cgtp interrogado sobre estas afirmações proferidas pelo representante da comissão de trabalhadores da autoeuropa disse que sim, que funciona, que bom, só que é assim em muito poucas empresas

ora, o que os jovens juristas cronistas e assim não dizem é que Portugal não quer adotar o modelo alemão, só quer adotar o que lhe interessa: tirar a quem já nada tem, e depois ir para esses prós e contras europeus semanais dizer que gostamos muito do modelo alemão. os empresários portugueses?

vejam lá se alguém foi capaz de dizer nos últimos dias que a presidência da república portuguesa gasta mais 5 ou 6 vezes que a casa real espanhola? alguém?

há sempre alguém pronto para mostrar a vaidade e tentar a eternidade, sempre

que figurinhas tristes eheheheheh

posted by Luís Miguel Dias segunda-feira, janeiro 30, 2012

domingo, janeiro 29, 2012

de repente dum relance do ambiente de trabalho



posted by Luís Miguel Dias domingo, janeiro 29, 2012

sexta-feira, janeiro 27, 2012

um destes dias apercebi-me de que a demência deste país é ainda pior do que podemos imaginar. li aqui e alí que se foi fazer uma sessão do inenarrável programa de segunda-feira à noite na tv pública prós e contras a Angola. A Angola...

neste programa caseirinho não há quem não passe por lá, deve-se dizer em off, suponho, que alí se fica mais conhecido, que a província gosta, que conta, mais mediático, mais sei lá. enfim.

mas voltemos ao de Angola, parece que foi um desfile de obscenidades, imagina-se.

obsceno e triste parece mas muito mais profundamente obsceno e revoltante e indecoroso e muito triste é o que se segue, que é a razão maior:









posted by Luís Miguel Dias sexta-feira, janeiro 27, 2012

quinta-feira, janeiro 26, 2012

Na vida, muitas histórias, muitas experiências, muitos relatos, muitos filmes nos preparam para o absurdo. Discutir por causa de uma toalha. Por um garfo. Por um napperon. Ter um acidente automóvel ao acender um cigarro e morrer ou.

Morrer atropelado enquanto escolhia mais um cenário. Theo Angelopoulos morreu atropelado enquanto... dizia o jornal.

bum, bum.

Quando vi O olhar de Ulisses fiquei deslumbrado chocado arrebatado, pela beleza pela história pelo mistério pela poesia pelo t-e-m-p-o.

Quando vi A Eternidade e um dia também.





Béla Tarr, Pedro Costa, Theo Angelopoulos (a dignidade da pessoa, de cada pessoa, não podemos deixar ninguém para trás) vão passando por nós sem querermos ter muito a ver com isso. O que chateia. E muito. Foda-se.


Duas histórias que já tinha lido e que hoje voltei a ler:

Theo Angelopoulos:

"En una ocasión estaba en Japón y fui invitado a cenar a casa del gran cineasta Nagisa Oshima. Acababa de perder a su mujer, a la que estaba muy unido. Nos sentamos a la mesa y allí estaba, en una esquina, una foto de ella. Para mi sorpresa, puso un plato en frente de su imagen para que comiera. Después le pregunté por su último guión y me dijo que primero tenía que leerlo ella. Ahí tiene usted un caso de cómo el pasado y el presente suceden al mismo tiempo. Lo mismo pasa con el futuro, ¿qué es? Una respiración después. Ya está aquí."


"Por ejemplo, cuando estaba preparando El paso suspendido de la cigöeña (1991) había una escena de una boda a la que le estuve dando muchas vueltas porque quería algo realmente original. De pronto, recordé una noticia que había leído veinte años atrás sobre una pequeña isla de Creta a la que era tan difícil acceder en invierno que a sus habitantes el cura les daba misa o los casaba subido a un monte de la isla de al lado. Yo quise rizar el rizo y puse a la mujer a un lado y al marido al otro. El resultado fue maravilloso."


Ficamos mais limitados.

posted by Luís Miguel Dias quinta-feira, janeiro 26, 2012

quarta-feira, janeiro 25, 2012

Não aprendemos nada


No cinema, quem aguarda pelos créditos finais, muitas das vezes, é premiado, surpreendido, leva com surpresas... Ou não. Normal.

No mais recente filme de Werner Herzog mesmo mesmo no fim dos créditos finais podemos ler que um dos seguranças tem nome português. Voilà.




Já algumas vezes reparei no pouco entusiasmo vs logo pouca atenção que se se dedica ao conceito de hominização, e que é facilmente posto de lado. É pena, claro. Mas é a vida. E também num país de advogados a governar e a escrever não seria de esperar que o conceito de hominização fosse muito o alvo de atenções, convenhamos.

Também me mete um pouco de confusão ler/escrever sobre cinema sem o relacionar, sem o tornar transversal, como ele é, pintura, literatura, poesia, arquitetura, escultura...

Mas voltemos ao conceito de hominização: definição de cabeça: longo e lento processo de evolução física e intelectual que leva o hominídeo a homem, de 4,5 milhões de anos até ao ano 40 000. Mais ou menos assim. da floresta para a savana, bipedismo, libertação da mão, o dedo grande do pé tornou-se firme e fixo, volume do cérebro aumentou: do australopiteco, homo habilis, homo erectus, homo neandertal, homo sapiens, homo sapiens: de 500 cm3 para 1500 cm3.

Achei as crónicas que li sobre A gruta dos sonhos perdidos, de Werner Herzog, medíocres.

Porque será? A falar alto no carro poucos serão aqueles que do lado de fora nos apelidarão de malucos, embora de tontos seja mais fácil: entusiasmo vs tudo adquirido vs ausência de espanto. Estamos assim? Parece. Julian Bell diz do resto.

Um dos livros agora em saldos na fnac é o muito bom (ainda que antes do tempo chame ao hominídeo Homem, p.9, e pessoa primeiro do que indivíduo) Espelho do Mundo Uma Nova História da Arte, Julian Bell, Orfeu Negro, 2009.

Só um pequeno excerto:

"À distância estonteante, difícil de conceber, de 30 000 anos, a segurança da arte de Chauvet emerge com um vigor que cativa a imaginação --apesar de, como sucede com todos os grandes murais de grutas, a maior parte de nós só pode ter acesso a ela por meio de fotografias e reproduções. Como estes pintores viam, como tacteavam o seu caminho até à energia dos animais! Picasso ao visitar Lascaux em 1940, comentou: ´Não aprendemos nada.`Soluções gráficas, como o recurso a um traço mais ou menos carregado para sugerir o ímpeto do corpo de um rinoceronte a avançar, estabelecem uma ligação imediata com a imaginação moderna. O sombreado sugere a modelação dos corpos, como se estes estilistas, tal como outros na Grécia clássica ou na Itália do séc. XIII, estivessem a imitar as esculturas em relevo. Há mesmo uma sugestão de perspectiva na maneira como as cabeças e os membros estão virados e sobrepostos.
Desde os seus primórdios, a pintura rupestre europeia envolveu efeitos assaz naturalistas. Mas isso não explica o facto de as pessoas terem trocado a luz do Sol por galerias frias, escuras e perigosas para a praticar --muitas vezes voltando ao mesmo local, milénio após milénio. Isto constituía um ritual com um conjunto lato de participantes: algumas mães estampadas ou com um contorno desenhado com pigmento soprado em paredes rochosas eram de crianças. Em muitas grutas, o desenho de animais parece menos um acto de criação de imagens visíveis do que de pessoas que regressam para acrescentar um traço a um local tornado significativo por gravuras anteriores, o que pode explicar o facto de algumas constituírem um emaranhado ilegível de garatujas sobrepostas. Porém, nos tecto de Altamira e Lascaux, vemos as imagens habituais de cavalos, bisontes e veados, em formações mais ou menos ordenadas. Estes tectos são tão altos que os artistas que trabalhavam neles devem ter usado andaimes. Iluminadas por candeias e tochas, as suas imagens teriam revelado um espectáculo bruxuleante e inacessível a quem as observasse de baixo --um equivalente paleolítico das nossas experiências actuais no ecrã de cinema ou do comboio-fantasma das feiras.

[...]




Deslumbrantes, a gruta e as pinturas.

Começamos a contar desde quando?

posted by Luís Miguel Dias quarta-feira, janeiro 25, 2012

terça-feira, janeiro 24, 2012




Dostoiévski daily


Diario de un escritor 1877 Julio-Agosto, Anna Karénina

"Y entonces, es decir, en la presente primavera, una vez por la tarde, me encontré casualmente por la calle con uno de mis escritores favoritos. Nos encontramos muy raramente, una vez cada varios meses, y siempre por casualidad, en plena calle. Es uno de los miembros más eminentes de esos cinco o seis de nuestros literatos, a los que se ha dado llamar por alguna razón «la pleyade» (...) nesta ocasión hablamos algo de la guerra que ya había comenzado. Pero, inmediatamente, se puso a hablar directamente de Anna Karénina."


a primeira frase deste excerto é, bum, de outro planeta, certo: una vez por la tarde, me encontré casualmente por la calle con uno de mis escritores favoritos.

posted by Luís Miguel Dias terça-feira, janeiro 24, 2012

segunda-feira, janeiro 23, 2012




Dostoiévski daily


e a 15 de junio, ainda do ano de 1847


"Es junio, hace calor, la ciudad está vacía, todos están en las dachas y viven de las impresiones, se deleitan con la naturaleza. Hay algo inexplicablemente naif y emocionante en nuestra naturaleza de San Petersburgo, cuando algo inesperado enseña toda su potencia, todas sus fuerzas, se cubre de verde, se viste de gala, se cubre de flores de distintos colores..."

posted by Luís Miguel Dias segunda-feira, janeiro 23, 2012

domingo, janeiro 22, 2012



Dostoiévski daily


e a 11 de mayo:


"Saben, señores, qué importancia tiene en nuestra grandísima capital una persona que tenga alguna noticia, que aún nadie conozca, y que además sea capaz de contarla de una manera agradable? En mi opinión, es una valiosa persona. Sin duda alguna, tener guardada una noticia es mejor que un gran capital. Cuando un vecino de San Petersburgo se entera de una noticia especial y se apresura a contarla, siente de pronto un deleite particular, baja el tono de voz, tiembla de placer y tiene la sensación de que su corazón nada en agua de rosas."

posted by Luís Miguel Dias domingo, janeiro 22, 2012

sexta-feira, janeiro 20, 2012




Dostoiévski daily



e a 27 de abril, do mesmo ano:

"Hasta hace poco no me podía imaginar al vecino de San Petersburgo sino vestido con bata e gorro de dormir, en una habitación herméticamente cerrada, y con la única obligación de tomar cucharada de medicamento cada dos horas. Está claro que no todos estaban enfermos. A algunos sus obligaciones les impedían de enfermar. Y otros no lo hacían porque tenían una salud de bogatyr. Por fin brilla el sol. Esta noticia, sin duda alguna, vale más que cualquier otra."

posted by Luís Miguel Dias sexta-feira, janeiro 20, 2012

quinta-feira, janeiro 19, 2012



Dostoiévski daily


por exemplo: 13 de abril de 1847:

"Dicen que ha llegado la primavera a San Petersburgo. Vaya si es verdad! Eso parece. Efectivamente, encontramos todos los indicios de la primavera. Media ciudad tiene gripe y la otra mitad por lo menos está constipada. Estos dones de la naturaleza nos convencen de la resurrección de la primavera. La primavera! La temporada clásica del amor! Pero el tiempo del amor y el de la poesia no llegan a la vez, ya lo dice el poeta [Alexandr S. Pushkin in ´Evgueni Oneguin`], y damos gracias a Dios. Adiós a la poesía, adiós a la prosa, adiós a las revistas voluminosas con tendencias y sin tendencias, adiós a los periódicos, a las opiniones. Adiós, literatura, perdónanos! Perdónanos si hemos pecado ante ti, como nosotros perdonamos tus pecados!
Pero por qué empezamos a hablar de literatura antes de cualquier otro tema? No les respondo, señores."

posted by Luís Miguel Dias quinta-feira, janeiro 19, 2012

quarta-feira, janeiro 18, 2012

Pedro Costa, Manoel de Oliveira + Tom Waits






Há uns bons anos ouvindo outros e descobrindo uma descoberta percebi que havia livros perigosos, Niebla, por exemplo, de Unamuno, Regresso ao Paraíso, de Teixeira de Pascoaes, outro exemplo.

E depois fui ouvindo, aqui ali acolá, que havia filmes perigosos. Que substituiam o mundo de cá de fora por outro mais, digamos, mais justo mais justificado mais belo. John Ford, por exemplo. Rio Bravo, outro exemplo.

Os dias iam/foram passando e mais tarde fui conhecendo mais obras, esculturas, perigosas: Soares dos Reis. Bernini. Rui Chafes.

A bíblia ilustrada. Caravaggio. Flannery O`Connor. Carson McCullers. Herberto Helder. Adília Lopes. Eurípides. Pina Bausch.

Perigosos porque, também, mostram que outro mundo é possível, e que é possível falar para quem não quer ouvir, ou para poucos, ou para peixes. Mais justo mais justificado mais belo. Perigoso.

Olhemos para um excerto da Cidade de Deus de Santo Agostinho:

"Como é que parece que se deve entender o que está escrito Deus separou a luz das trevas

A própria obscuridade da palavra divina tem esta vantagem: suscita e esclarece várias explicações verdadeiras quando uns a entendem de uma forma e outros de outra forma (contanto que o que numa passagem se entende com dificuldade se confirme com o testemunho de factos manifestos ou com outras passagens bem claras; --quer se acabe, enquanto se esclarecem muitas questões, por encontrar o pensamento do escritor, quer, embora continue oculto, se manifestem outras verdades durante o aprofundar dessa obscuridade)."

E a falar em vez de escrever às vezes é melhor. Os riscos também maiores.

Neste excerto Pedro Costa manifesta poderosamente as suas reflexões sobre Portugal.

Ficamos sem saber o que dizer porque é mesmo assim.

O fotograma de Ventura no museu vai no mesmo sentido do fotograma de Oliveira mas ao contrário porque... Jacques Rancière: "Se exclui o trabalhador que o construiu, é porque exclui o que vive de deslocações e de trocas: a luz, as formas e as cores cambiantes ou o rumor do mundo, da mesma maneira que os trabalhadores vindos das ilhas de Cabo Verde. É talvez por isso que o olhar de Ventura se perde algures na direcção do tecto." O de Oliveira perde-se não no teto mas... Vasco Pulido Valente mais Pacheco Pereira, num jornal diário português. O ciclope, Eurípides, claro: alto e pára o baile! O que é isto? Que festança é esta?

A excelência do trabalho de Pedro Costa é comovedora.

Manoel de Oliveira, apontemos a agulha para o terreno. Este filme é uma crítica corrosiva a Portugal, de agora e de outrora, mas mais de agora, que é uma continuidade do antes, a castração, a exploração, o aproveitamento, a corrupção, a vontade, a desilusão...

Neste momento, como noutros, de pernas abertas e cabisbaixos. No secundário um professor disse-nos que, como portugueses, fomos/somos sempre muito interesseiros, sempre do lado de quem nos dá dinheiro, sempre à espreita. Sempre, sempre, talvez não, mas a partir de 1578... excetuando...

Oliveira não deixa nenhum pormenor ao acaso, é de uma excelência...

Pina Bausch mostra, de e neste outro ângulo, de forma comovedora e maravilhosa, o mundo português dentro do mundo. mostra-o de forma muito diferente, mais geral, do de Pedro Costa mas o sentido é o mesmo. em masurka fogo durante três horas temos a agulha virada para aquilo que fomos somos seremos ou podíamos vir a ser, connosco e com os outros. Cabo Verde. Ah, Cabo Verde.
e fala-nos de e com amor.

nós, cegos, é que não quisemos queremos e não quereremos ver. é que enquanto cada um de nós pensar que só vive uma vez logo blá, blá, bla...

ainda somos, e cada vez mais, como os brasileiros nos viam: de chapéu, bengala, e muito respeitinho. Nunca soubemos nem quisemos nem queremos ser diferentes. Somos de granito. O mundo português de Pina Bausch é a utopia. O de Pedro Costa a realidade.

O que José Marttoso denunciou e trouxe à conversa é também o que Pedro Costa mostra e diz, uma sociedade amordaçada e com ares de príncipes quando não somos mais do que indivíduos ou pessoas em luta, mais ou menos acesa, pela imortalidade e vaidade, atropelando outros, olhando pouco para o lado.

Daí Eurípides, e a falta de vergonha como a maior de todas as enfermidades humanas, espelhada em quase tudo o que é sítio, naquele nosso ar de quem és tu? quem te julgas? fala baixinho senão... de que família és? tens carta de condução?

E Heródoto, claro, também: "uma das suas atitudes é o que há de mais absurdo: se se é comedido na admiração que se lhe manifesta, ele fica zangado por não ser lisonjeado com mais entusiasmo; se se lisonjeia com mais entusiasmo, fica zangado por se julgar adulado."

Eu, que lutei tanto para aqui chegar? Quem? Eurípides. claro. eu que abandonei a lançadeira junto do tear e me elevei a mais altos feitos.

E Santo Agostinho e Simone Weil e nós: o que somos, quando somos? Aptos a confundirmo-nos, não importa em que momento, com a massa comum da humanidade?

Também por isso a simpatia de Moretti?

Apetece-me terminar esta série com uma música que ouvi hoje: San Diego Serenade, Tom Waits:



A letra é de sempre mas para Tom Waits disco The Heart of Saturday Night é de 1974.

posted by Luís Miguel Dias quarta-feira, janeiro 18, 2012

terça-feira, janeiro 17, 2012

Pedro Costa, Manoel de Oliveira + Simone Weil





No dia 24 de Agosto de 2008, George Steiner desassossegou os leitores do el país e por arrasto outros muitos mais numa entrevista:

"Es muy facil sentarse aqui, en esta habitación, y decir: ´El racismo es horrible!` Pero pregúnteme lo mismo si se traslada a vivir a la casa de al lado una familia jamaicana que tiene seis hijos y escuchan reggae and rock and roll todo el día. O cuando mi asesor venga a casa y me diga que desde que se mudó a mi lado la familia jamaicana el valor de mi propriedad ha caído en picado. Pregunteme entonces! En todos nosotros, en nuestros hijos, y por mantener nuestra comodidad, nuestra supervivencia, si rascas un poco, aparecen muchas zonas oscuras. No le olvide."


Como para além de ser um querido Miguel Esteves Cardoso também é sábio, no público de 14/1/12 escreveu:

"Fala-se muito da corrupção, mas, a não ser uma vez em que talvez me tivesse enganado - mas, jogando pelo seguro, disse que não -, nunca me tentaram corromper, comprar ou recrutar para fosse o que fosse.

A minha integridade baseia-se inteiramente numa falta de ofertas. Gosto de pensar que nunca se aproximaram de mim por saberem, de antemão, que eu sou incorruptível. Mas, com cada ano e cada oportunidade que passa, o tempo joga contra mim. Por outras palavras: seria bem-vinda uma tentativa à qual eu pudesse responder que não, para provar a mim próprio que sou uma pessoa sã."

Mas acho que Miguel Esteves Cardoso esquece a dimensão secreta destas associações num Estado democrático, e é fundamental não o esquecer, pela forma.


Simone Weil: "Penso que jamais entraria, em caso algum, numa ordem religiosa, para não me separar através de um hábito do comum dos homens. Existem seres humanos para quem esta separação não acarreta grave inconveniente, porque se encontram já separados do comum dos homens pela pureza natural da sua alma. Para mim, pelo contrário. Creio já lho ter dito, transporto em mim o germe de todos os crimes ou quase. Apercebi-me particularmente disto no decurso de uma viagem em circunstâncias que já relatei. Os crimes horrorizavam-me, mas não me surpreendiam; senti-lhes a possibilidade em mim mesma; é precisamente por lhes ter sentido a possibilidade em mim mesma que me horrorizavam. Esta disposição natural é perigosa e muito dolorosa, mas, como toda a sorte de disposições naturais, pode servor ao bem se a soubermos usar convenientemente com o auxílio da graça. Ela implica uma vocação, que é a de permanecer, de alguma forma, anónimo, apto a confundir-se, não importa em que momento, com a massa comum da humanidade."

posted by Luís Miguel Dias terça-feira, janeiro 17, 2012

segunda-feira, janeiro 16, 2012

Pedro Costa, Manoel de Oliveira + Vasco Pulido Valente + José Pacheco Pereira





jornal público, sábado 7 de janeiro de 2012, Pacheco Pereira:

"Na verdade, no Parlamento, nas "jotas", nos jovens quadros partidários, nos quadros do aparelho partidário, eram os especialistas no controlo do poder interno, envolvidos muitos deles em tráfico de influência ao nível das autarquias, dos partidos e da governação, e subindo na carreira através de sindicatos de votos e de trade off de favores e lugares, ou seja, nos mais ambiciosos profissionais partidários, que eu via de repente aparecerem numa loja maçónica qualquer. Porquê? Porquê? A resposta só podia ser porque isso lhes potenciava a carreira, a ascensão social com novos conhecimentos e novas relações de entreajuda oriundas da sua filiação maçónica. Há excepções, mas são mesmo excepções."


jornal público, domingo 8 de janeiro de 2012, Vasco Pulido Valente:

"Mas de então para cá deixou de ter razões para continuar. Não há monárquicos, nem a mais vaga hipótese de restauração da Monarquia. A Igreja em grande decadência pesa pouco e, sobretudo, não ameaça ninguém. O PS já não anda atrás da "irmandade"; e o PSD, ao princípio protegido e pupilo do catolicismo tradicional, é hoje um partido sem um carácter definido, sempre disposto a recolher a última novidade política. Por isso, apareceram de repente a Grande Loja Regular de Portugal e a Grande Loja Legal de Portugal, duas maçonarias sem história, nem explicação. Porquê? Porque a presença do Grande Oriente Lusitano diminuíra no Estado e no governo e era preciso outra organização (ou organizações) para o substituir em nome da entreajuda secreta que a fraternidade fornece e dos negócios que patrocina ou que a patrocinam. Mais nada."


agora, façamos uma experiência: ler primeiro o excerto de Pulido Valente e depois o de Pacheco Pereira. Estão a dizer o mesmo ou coisas diferentes?

o mesmo. A potenciação da vida profissional e a ascensão social. Mas Pulido Valente diz e fazer mais negócios. E acaba a dizer: Mais nada.

este mais nada é o quê?

há uns dias atrás, repito, o presidente da república portuguesa foi para os estados unidos da américa dizer que portugal também é um país de oportunidades, assim sem vergonha e tudo.

o que me deixa desconcertado é o mais nada de Pulido Valente. mesmo. é que é essa uma das questões principais + a potenciação da vida profissional e a ascensão social promovida por maçons.

um historiador como Pulido Valente dizer isto é o quê? mais nada? E os outros, a grande, grande, maior parte, que são ultrapassados por estes indivíduos? onde é que está a defesa do bem comum, em portugal? o que é e como é que é a distribuição da riqueza? parem para refletir,

alto e pára o baile! O que é isto? Que festança é esta? diz o ciclope ao entrar na gruta. E continua: Como é que se têm visto, cá pela gruta, as minhas crias recém-nascidas? Por acaso estão a mamar? Andam à procura das tetas das mães?

10 milhões, não é? de norte a sul. aí em Lisboa, andam a brincar ao quê? tenho mais razão do que tu? mais livros? mais artigos? sou mais giro? a televisão vem a minha casa e à tua não? nem na merda do futebol com toda a gente a ver se ganha vergonha na cara quanto mais...

aqui há dias a viúva de Ruy Belo dizia na RTP2 que o marido sofreu muito por causa da opus dei, que foi muito difícil deixar a opus dei.

quantos aos mais jovens maçons e mais jovens opus dei, nem vale a pena... excitadíssimos, a idade cega, exemplos?

um país é o quê? devia ser o quê? pode ser o quê?

uma grande razão, não era?

um sonho renovado e renovado e renovado e.

portugal é um pesadelo.

está tudo minado.

[nota de 16/1/2011: ridículas figuras fizeram e têm feito os maçons que sairam/saem da toca para ir à tv e igualmente ridícula a figura do cardeal patriarca, diria mesmo, sumamente ridícula, ao comentar este tema, parecia assanhado]

posted by Luís Miguel Dias segunda-feira, janeiro 16, 2012

sábado, janeiro 14, 2012

Pedro Costa, Manoel de Oliveira + Santo Agostinho




posted by Luís Miguel Dias sábado, janeiro 14, 2012

sexta-feira, janeiro 13, 2012

Pedro Costa, Manoel de Oliveira + Pina Bausch











Jacques Rancière, cem mil cigarros os filmes de Pedro Costa: "Se exclui o trabalhador que o construiu, é porque exclui o que vive de deslocações e de trocas: a luz, as formas e as cores cambiantes ou o rumor do mundo, da mesma maneira que os trabalhadores vindos das ilhas de Cabo Verde. É talvez por isso que o olhar de Ventura se perde algures na direcção do tecto."

Masurca Fogo? Masurca Fogo.


Os outros fotogramas: Pina Bausch - Lissabon Wuppertal Lisboa, de Fernando Lopes.

posted by Luís Miguel Dias sexta-feira, janeiro 13, 2012

quinta-feira, janeiro 12, 2012

Pedro Costa, Manoel de Oliveira + Pedro Costa




posted by Luís Miguel Dias quinta-feira, janeiro 12, 2012

quarta-feira, janeiro 11, 2012

Pedro Costa, Manoel de Oliveira + Rui Chafes





Onde estou? de Rui Chafes.

quis saber quem sou/o que faço aqui

onde estou?

posted by Luís Miguel Dias quarta-feira, janeiro 11, 2012

terça-feira, janeiro 10, 2012

Pedro Costa, Manoel de Oliveira + Stanley Kubrick + outra vez, Eurípides






As Bacantes: "A todas eu incluo, e a mim em especial, eu que abandonei a lançadeira junto do tear e me elevei a mais altos feitos, a caçar feras pelas minhas mãos."

posted by Luís Miguel Dias terça-feira, janeiro 10, 2012

segunda-feira, janeiro 09, 2012

Pedro Costa, Manoel de Oliveira + Clemente de Alexandria e Heraclito





página 53: "Dioniso desejava ansiosamente descer ao Hades mas ignorava o caminho; um certo homem, de nome Prosimno, promete então explicar-lhe, mas não sem uma paga; uma paga desagradável, mas para Dioniso agradável: os prazeres do amor, eis a paga pedida a Dioniso. De bom grado o deus acolhe o pedido e promete satisfazê-lo quando retornar, confirmando a promessa a um juramento. Ensinado o caminho, ele vai; retorna mas não encontra Prosimno (pois morto estava). A fim de quitar a dívida para com o seu amante, atira-se Dioniso sobre o seu túmulo a saciar-lhe o desejo. Corta ao acaso um ramo de figueira ao que dá a forma de um pénis e assenta-se sobre ele, cumprindo a sua promessa ao morto. Em mística lembrança a esse facto, são dedicados falos a Dioniso nas cidades: «se não fosse para Dioniso a procissão que fazem e o hino que entoam com as vergonhas, realizariam a coisa mais vergonhosa», afirma Heraclito, «mas é o mesmo Hades e Dioniso, a quem deliram e festejam [nas Leneias]»."


Olha, olha. Tão excelentes.

posted by Luís Miguel Dias segunda-feira, janeiro 09, 2012

domingo, janeiro 08, 2012

Pedro Costa, Manoel de Oliveira + Heródoto





Otanes, o primeiro a falar, entre mais disse: “a mim, parece-me bem que só um homem deixe de ser o senhor absoluto de todos nós, pois isso nem é agradável, nem bom (…) Como é que alguma vez poderia a monarquia ser uma instituição bem organizada, se lhe é permitido fazer o que quiser, sem prestar contas? E penso que porventura até o melhor dos homens, com todo esse poder, ficaria fora dos limites do seu juízo habitual. Gera-se um excesso de orgulho pelos bens de que se dispõe e cresce a inveja, própria da natureza do homem desde que ele existe. Tendo estas duas características, o rei possui todas as más qualidades que pode haver: farta-se de praticar actos insensatos, uns por já ter cometido excessos até à saciedade, outros por inveja. De facto, um homem dado à tirania não devia conhecer a inveja, uma vez que tem todos os bens; mas é precisamente o contrário que grassa nas suas relações com os cidadãos – inveja os melhores enquanto vivem e estão à sua beira, e regozija-se com os piores, sempre pronto a dar ouvidos às calúnias. Uma das suas atitudes é o que há de mais absurdo: se se é comedido na admiração que se lhe manifesta, ele fica zangado por não ser lisonjeado com mais entusiasmo; se se lisonjeia com mais entusiasmo, fica zangado por se julgar adulado.


Por cá, na nossa terrinha. Assim.

posted by Luís Miguel Dias domingo, janeiro 08, 2012

sábado, janeiro 07, 2012

Pedro Costa, Manoel de Oliveira + Eurípides





Eurípides, Medeia: "mas a maior de todas as enfermidades humanas, a falta de vergonha."

um destes dias à noite antes de apagar a luz passo pela tv e num dos canais está uma mulher chamada Teresa Leal Coelho, deputada da república, a dizer que era o que mais faltava as pessoas não serem livres de pertencerem ao que quer que seja, maçonarias... Num estado democrático de direito, dizia ela, toda eriçada, as pessoas têm a liberdade de...

e outros há que sem vergonha até dizem que os fundadores dos EUA eram maçons e assim, jasus! e que na Inglaterra também, jasus! E mais, e mais? a falta de vergonha na cara é tanta que mete nojo. e para o estado de portugal basta olhar.

estamos assim, longe mas tão longe tão longe. sim, não há esperança. Ilusões Perdidas.

posted by Luís Miguel Dias sábado, janeiro 07, 2012

sexta-feira, janeiro 06, 2012

Pedro Costa, Manoel de Oliveira + José Mattoso







aquilo que José Mattoso, uma das consciências do país portugal, diz aqui é mais do que o suficiente para que tudo não fique na mesma, ainda que as dificuldades sejam tremendas.

não sei como se pode passar por cima destas declarações, sinceramente não sei. sinceramente suponho que sei.

imagine-se que a república tinha ou era constituída por instituições que zelavam normalmente pelos seus deveres, conforme diz a Constituição perante a lei somos todos iguais

ora, sabendo-se que democracia + associações secretas = mau resultado

seria preciso agir

agir como?

através dos serviços secretos? dos juízes? dos...

ora, na impossibilidade de tal verifica-se que sem solução, mentalidade mesquinha morta, siga para bingo mesmo assim, só por causa do amor, portugal não existe, não chega para ser país - cesariny - outra das consciências - saudades

posted by Luís Miguel Dias sexta-feira, janeiro 06, 2012

quinta-feira, janeiro 05, 2012

Pedro Costa, Manoel de Oliveira + por exemplo, também, a casa dos segredos





a casa dos segredos, enquanto reality show, chegou ao fim. agora resta-nos a nossa república democrática portuguesa twin peaks, cheia de missões, a maior parte delas pornográficas, como é o caso mais mediático e recente da polémica que cerca o líder da bancada do partido do atual governo mais a dos que a comentam, é tão giro

por exemplo, uma adivinha: de que cor eram as gravatas de Fernando Nobre e de Pedro Passos Coelho no primeiro dia da atual Assembleia da República?

as missões dentro da casa deste reality show são apenas o que são, as de cá de fora, enfim, é só estar atento. pessoas, melhor, indivíduos que sentem-se eufóricas, já viram o ar delas, com aquele ar de escolhidos?

um destes dias ouvi na tv um dos que costuma aparecer poucas vezes mas sempre com funções de mais alto nível dizer, com cara de sério, que nós portugueses temos de deitar para traz das cotas o pensamento negativo de que somos inferiores aos outros povos, que nós somos capazes, que nós... este ainda está aqui, porque lhes convém, claro, é como em rir é o melhor remédio

o presidente da atual república democrática portuguesa foi, há uns dias, aos Estados Unidos da América dizer que Portugal também é um país de oportunidades

enganou-se e não se enganou, mas de oportunistas e sem vergonha na cara tinha ficado melhor, mais certo

de modos que, Pedro Costa, Manoel de Oliveira + por exemplo, também, a casa dos segredos

posted by Luís Miguel Dias quinta-feira, janeiro 05, 2012

quarta-feira, janeiro 04, 2012

Pedro Costa, Manoel de Oliveira + por exemplo, Manuel António Pina





ao abrir a porta de casa calquei sem querer e sem contar umas folhas que lá tinham metido, quem?

a dado passo do monólogo, Manuel António Pina

"mas do que nós estamos precisados não é de bons poetas, é de boas pessoas. Acho que a bondade está acima da poesia (...) Na realidade eu não me levo muito a sério. Há um poema do Carl Sandburg sobre uma vaca que deu um coice num candeeiro, o candeeiro caiu e incendiou Chicago. E ele acaba assim: «Para quê tudo isto, para quê tudo isto?» (...) A ironia é uma coisa muito triste (...) Tudo tende para o esquecimento, é essa a nossa condição. Às vezes fico muito triste quando vejo alguns artistas a trabalharem para a posteridade. A posteridade quer lá saber. Os velhos tipógrafos diziam-me sempre: «Não se preocupe com isso, amanhã é para embrulhar peixe.» O problema é que tudo é, no dia seguinte, para embrulhar peixe (...) A grande dignidade do jornalismo --e da própria natureza humana-- é tentar fazer o jornal o melhor possível sabendo que no dia seguinte ele vai embrulhar peixe. O mínimo que nos é exigível é o máximo que somos capazes de fazer. Nas coisas simples do dia a dia. Ser da maior bondade possível no quotidiano. A bondade é a maior de todas as qualidades. Inclui a beleza, a justiça e a verdade. Ser o mais bondoso possível sabendo que isso é inútil. O Luiz Pacheco dizia que daqui a cem anos ninguém se lembra: qual daqui a cem anos, amanhã já ninguém se lembra. Nem isso importa. Tudo tem o mesmo destino."

posted by Luís Miguel Dias quarta-feira, janeiro 04, 2012

terça-feira, janeiro 03, 2012





ainda por dentro de The Pervert's Guide to Cinema, já em português, de Slavoj Žižek, dentro do sapatinho no presépio, e neste ínicio de ano, e como tivemos de devolver a box meo, bendita sessão de carnage sem publicidade meo natal (que fui obrigado a ver por duas ou trêss vezes, olha, o Raposo do expresso ficava bem lá, era a cereja em cima do bolo), pavorosa e a tresandar a mofo, só agora vi singularidades de uma rapariga loira, de Manoel de Oliveira

e como cada um de nós faz leituras, mais preversas ou menos preversas, do que se vai passando nesta república democrática de Portugal, muitos parabéns a Cabo Verde, para mim os dois fotogramas deste post vão na mesma direção, no mesmo sentido, mas ao contrário

e que é arrasador

era bonito que Luís Miguel Oliveira quisesse pegar/dialogar nesta leitura e... acrescentar... por aí fora


primeiro fotograma: Juventude em Marcha, Pedro Costa;
segundo fotograma: Singularidades de uma rapariga loira, Manoel de Oliveira

posted by Luís Miguel Dias terça-feira, janeiro 03, 2012

Powered by Blogger Site Meter

Blogue de Luís Dias
amontanhamagica@hotmail.com
A montanha mágica YouTube




vídeos cá do sítio publicados no site do NME

Ilusões Perdidas//A Divina Comédia

Btn_brn_30x30

Google Art Project

Assírio & Alvim
Livrarias Assírio & Alvim - NOVO
Pedra Angular Facebook
blog da Cotovia
Averno
Livros &etc
Relógio D`Água Editores
porta 33
A Phala
Papeles Perdidos
O Café dos Loucos
The Ressabiator

António Reis
Ainda não começámos a pensar
As Aranhas
Foco
Lumière
dias felizes
umblogsobrekleist
there`s only 1 alice
menina limão
O Melhor Amigo
Hospedaria Camões
Bartleby Bar
Rua das Pretas
The Heart is a Lonely Hunter
primeira hora da manhã
Ouriquense
contra mundum
Os Filmes da Minha Vida
Poesia Incompleta
Livraria Letra Livre
Kino Slang
sempre em marcha
Pedro Costa
Artistas Unidos
Teatro da Cornucópia


Abrupto
Manuel António Pina
portadaloja
Dragoscópio
Rui Tavares
31 da Armada

Discos com Sono
Voz do Deserto
Ainda não está escuro
Provas de Contacto
O Inventor
Ribeira das Naus
Vidro Azul
Sound + Vision
The Rest Is Noise
Unquiet Thoughts


Espaço Llansol
Bragança de Miranda
Blogue do Centro Nacional de Cultura
Blogue Jornal de Letras
Atlântico-Sul
letra corrida
Letra de Forma
Revista Coelacanto


A Causa Foi Modificada
Almocreve das Petas
A natureza do mal
Arrastão
A Terceira Noite
Bomba Inteligente
O Senhor Comentador
Blogue dos Cafés
cinco dias
João Pereira Coutinho
jugular
Linha dos Nodos
Manchas
Life is Life
Mood Swing
Os homens da minha vida
O signo do dragão
O Vermelho e o Negro
Pastoral Portuguesa
Poesia & Lda.
Vidro Duplo
Quatro Caminhos
vontade indómita
.....
Arts & Letters Daily
Classica Digitalia
biblioteca nacional digital
Project Gutenberg
Believer
Colóquio/Letras
Cabinet
First Things
The Atlantic
El Paso Times
La Repubblica
BBC News
Telegraph.co.uk
Estadão
Folha de S. Paulo
Harper`s Magazine
The Independent
The Nation
The New Republic
The New York Review of Books
London Review of Books
Prospect
The Spectator
Transfuge
Salon
The Times Literary...
The New Criterion
The Paris Review
Vanity Fair
Cahiers du cinéma
UBUWEB::Sound
all music guide
Pitchfork
Wire
Flannery O'Connor
Bill Viola
Ficções

Destaques: Tomas Tranströmer e de Kooning
e Brancusi-Serra e Tom Waits e Ruy Belo e
Andrei Tarkovski e What Heaven Looks Like: Part 1
e What Heaven Looks Like: Part 2
e Enda Walsh e Jean Genet e Frank Gehry's first skyscraper e Radiohead and Massive Attack play at Occupy London Christmas party - video e What Heaven Looks Like: Part 3 e
And I love Life and fear not Death—Because I’ve lived—But never as now—these days! Good Night—I’m with you. e
What Heaven Looks Like: Part 4 e Krapp's Last Tape (2006) A rare chance to see the sell out performance of Samuel Beckett's critically acclaimed play, starring Nobel Laureate Harold Pinter via entrada como last tapes outrora dias felizes e agora MALONE meurt________

São horas, Senhor. O Verão alongou-se muito.
Pousa sobre os relógios de sol as tuas sombras
E larga os ventos por sobre as campinas.


Old Ideas

Past