"Tennessee Williams me visita cada vez que está en la ciudad de Nueva York. Con enorme placer puedo decir que en John Huston, el diretor de Reflejos en un ojo dorado, encontré a un amigo de verdad.
Cuando Ray Stark, el productor de Reflejos en un ojo dorado, llamó a Huston para que le dirigiera, John dijo: «Habría dos maneras de hacer esta película, una: la película de arte e ensayo con poco presupuesto; dos, una película con los mejores talentos actuales. No me interesa hacer cine de arte y ensayo con poquísimo dinero, y creo que a la señora McCullers tampoco. Sólo puedo dirigirla con los mejores actores.»
Ray Stark estuvo de acuerdo y se redactaron los contratos. John sabía lo que decía cuando habló de los mejores talentos actuales: Marlon Brando, Julie Harris, Elizabeth Taylor, Brian Keith y Zorro David. Entonces John vino a verme y de inmeediato advertí su seriedad, su encanto y su sentido del humor. Le di carte blanche y nunca tuve la menor duda. Todo lo controlaba él y yo estaba contenta.
Cuanto más hablaba de su concepción de Reflejos, más segura estaba yo de que era el hombre indicado. No sólo era el director; él Gladys Hill y Chapman Mortimer habían escrito un guión excelente ateniéndose fielmente a la novela.
Además, cuando nos vimos por primera vez, Johm me dijo: «Por qué no vienes a visitarme a Irlanda?»
Como yo hacía tres años que estaba en la cama, me pareció algo irrealizable, pero dije: «Hablas en serio?»
«Tan en serio como soy capaz de hablar yo. Tú sabes que los aviones existen.»
De manera que, en Navidad, John nos envió, a Ida y a mí, billetes de ida y vuelta a Irlanda en primera clase por Irish Airlines.
Antes que el médico me autorizara a viajar a Irlanda, me ordenó ir a algún sitio durante un fin de semana para comprobar que yo podía aguantar el viaje. Ida y yo decidimos ir al Plaza. Fue todo un espectáculo. Hubo que llamar una ambulancia de la assitencia pública y prevenirles para que tuvieran lista una camilla especial para mi viaje. Al principio creyeron que el montacargas del Plaza podía ser un problema, pero plegaron la camilla y finalmente me subieron en una cama de hospital especialmente encargada para la ocasión.
Vi a viejos amigos, arreglé cuestiones profesionales, di entrevistas y la comida del Plaza estuvo a la altura de su reputación. Yo examino con detenimiento los menús, como otros estudian obras de arte. En fin, pasé la prueba del Plaza y el médico me dio permiso para ir a Irlanda.
John vive en Galway. Ama la caza y es el amo del coto local. Así fue como descubrió su casa, un día que salió a cazar zorros. (Los granjeros consideran que los zorros son una plaga y los envenenan,
há solicitações que quase são um presente, como a chamada dentro da sala de aula
com Carson McCullers é assim, será sempre assim
e que é por causa de Jorge Silva Melo
que, na Casa da Achada, e no âmbito do ciclo de cinema "Estrelas de Hollywood" apresentou Reflections in a Golden Eye (Reflexos num olho dourado), de John Huston, 1967
nunca tinha visto, fomos a correr -- confundidos com a confusão entre amor e trabalho -- num fulgor noturno
falar assim apaixonadamente e sem diferenciar dimensões que o mundo todo está ali, como se um píxel do tempo se soltasse/desencaixasse e pudéssemos talvez espreitar mais para o por dentro
não tem a ver nem com presentes nem assim, andava já há muito tempo a tentar que fosse possível: colocar online o livro de Romano Guardini, mudado para português por Ruy Belo, intitulado Cartas de Formação
a Romano Guardini cheguei através de Sofia de Mello Breyner, de Cristina Campo, de Flannery O`Connor
estas cartas, devorei-as sem voltar a fechar o livro
pouco mais do que em meados do século XIX, "Es posible entregar un libro gratis en este siglo nuestro, cuando es sabido por todos que se trata de un siglo positivista, mercantil, inflexible, crematístico? No es una manera segurísima de rebajar la categoría del libro y privarlo de sus lectores, que huyen de todo lo que se les impone? Dónde está el sentido? Dónde está el tacto? Dónde está, a fin de cuentas, la decencia? Dónde está el sentimiento de la propria dignidad?" escrevia Doistoiévski a respeito... mas que... acreditam que é Dostoiévski? Amanhã... desta recente descoberta
Imagine-se, cair-nos nos braços um tijolo jaspe assim cheio de crónicas culturais e de crítica social, de criação literária, de correspondência, de réplicas/respostas e de páginas de diário de um dos escritores para vós mais fundamentais?
na última página do ficheiro do livro de Guardini colei este texto biográfico
Olhemos atentamente para as últimas palavras que Otanes proferiu antes de se retirar:
"Estas foram de facto as três propostas apresentadas e foi a última que apoiaram os restantes quatro dos sete conjurados. Como tinha saído derrotado com a sua opinião, Otanes, que desejava instaurar a isonomia entre os Persas, disse ainda, na presença de todos, estas palavras: - ´É, pois, deveras evidente, meus caros conjurados, que se torna forçoso que um de nós venha a ser rei, seja ele determinado por sorteio, seja ele escolhido pelo povo persa (se este for incumbido de tal tarefa), ou por qualquer outro processo. Mas eu cá não vou disputar convosco o poder, pois nem desejo governar nem ser governado. Renuncio ao poder, com uma condição: não vir a ser governado por nenhum de vós, nem eu próprio, nem jamais nenhum dos que de mim descenderem.` Depois de proferir estas palavras, como os outros seis concordaram com tais condições, Otanes não procurou rivalizar com eles: manteve-se à parte, e é assim que continua hoje a sua família: é a única família livre entre os Persas e obedece ao rei tanto quanto deseja, desde que não infrinja as leis dos Persas."
pois nem desejo governar nem ser governado. Renuncio ao poder, com uma condição: não vir a ser governado por nenhum de vós, nem eu próprio, nem jamais nenhum dos que de mim descenderem
os outros seis concordaram com tais condições
é a única família livre entre os Persas e obedece ao rei tanto quanto deseja, desde que não infrinja as leis dos Persas
Giorgio Agamben, Estado de Excepção, página 107: "Esta natureza intimamente anómica da nova figura do poder supremo aparece com clareza na teoria do soberano como «lei viva» (nomos empsychos), que é elaborada na área neopitagórica nos mesmos anos em que vemos afirmar-se o principado. A forma basileus nomos empsychos encontra-se enunciada no tratado de Diotógenes sobre a soberania, que foi conservado em parte por Estobeu e cuja relevância para a origem da moderna teoria da soberania não deve ser subestimada. A consabida miopia filológica impediu o editor moderno do tratado de discernir a óbvia conexão lógica entre esta fórmula e o carácter anómico do soberano, embora ela fosse afirmada sem reservas no texto. O passo em questão --em parte corrompido e, todavia, perfeitamente consequente-- articula-se em três pontos: 1) «O rei é o mais justo [dikaioatos] e o mais justo é o mais legal [nominotatos]». 2) «Sem justiça ninguém pode ser rei, mas a justiça não tem lei [aneu nomou dikaiosyne: a inserção da negação antes de dikaiosyne, proposta por Delatte, é totalmente injustificada filologicamente]». 3) «O justo é legítimo e o soberano, tornado causa do justo, é uma lei viva» (Delatte L., 1942, P.37). Que o soberano seja uma lei viva só pode significar que ele não é obrigado por ela, que a vida da lei coincide nele com uma completa anomia. Diotógenes explica-o pouco depois com inequívoca clareza: «Visto que o rei tem um poder irresponsável [arkan anypeuthynon] e é ele própria uma lei viva, assemelha-se a um deus entre os homens» (ibid., p. 39). E, no entanto, justamente na medida em que se identifica com a lei, mantém-se em relação com ela e coloca-se mesmo como fundamento anómico da ordem jurídica. Isto é, a identificação entre soberano e lei representa a primeira tentativa de afirmar a anomia do soberano e, ao mesmo tempo, a sua ligação essencial com a ordem jurídica. O nomos empsychos é a forma originária do nexo que o estado de excepção estabelece entre um fora e um dentro da lei e, neste sentido, constitui o arquétipo da teoria moderna da soberania."
posted by luis Sexta-feira, Dezembro 16, 2011
Quinta-feira, Dezembro 15, 2011
ainda com o último Bolaño em português por ler, nestes últimos dias X 4
Masaccio: The Expulsion From the Garden of Eden, c. 1425 (detail)
The immigrant, the nomad, the traveler, the sleepwalker all exist, but not the exile, since every writer becomes an exile simply by venturing into literature, and every reader becomes an exile simply by opening a book.
Alex Majoli/Magnum Photos, A bookshop in Venice, 2010
The bookseller was standing in a corner, wearing a white shirt with the sleeves rolled up to the elbows and he had a prominent Adam’s apple that quivered as he spoke. I said it didn’t seem right. What condemned men are we talking about? I asked. The bookseller looked at me and said that he knew for certain of more than one novelist capable of recommending his own books to a man on the verge of death. Then he said that we were talking about desperate readers. I’m hardly qualified to judge, he said, but if I don’t, no one will.
What book would you give to a condemned man? he asked me. I don’t know, I said. I don’t know either, said the bookseller, and I think it’s terrible. What books do desperate men read? What books do they like? How do you imagine the reading room of a condemned man? he asked. I have no idea, I said. You’re young, I’m not surprised, he said. And then: it’s like Antarctica. Not like the North Pole, but like Antarctica. I was reminded of the last days of [Edgar Allan Poe’s] Arthur Gordon Pym, but I decided not to say anything. Let’s see, said the bookseller, what brave man would drop this novel on the lap of a man sentenced to death? He picked up a book that had done fairly well and then he tossed it on a pile. I paid him and left. When I turned to leave, the bookseller might have laughed or sobbed. As I stepped out I heard him say: What kind of arrogant bastard would dare to do such a thing? And then he said something else, but I couldn’t hear what it was.
e também uma referência: "dije que estaba leyendo un ensayo primordial para entender la narrativa de hoy en nuestro mundo de lengua española, Bolaño traducido: nueva literatura mundial (Escalera, 2011), y que había leído últimamente...
"Con Casanova, Benjamin, Kermode, novelistas mundiales como Borges, Vargas Llosa y John Banville, más Patti Smith y alguna estrella interpretativa, Corral se involucra tan exhaustivamente con su materia y sus avatares iberoamericanos que clasificar y juzgar cede a una franqueza analítica y a un deslumbrante apego a las majestuosas obras de Roberto Bolaño."
e + Eu Sou Bolaño O Escritor e o Mito - compilação, prólogo e edição Celina Manzoni.
Um destes dias este cartaz fez-me recordar, uma vez mais, o dia em que o homem aranha esteve em ________.
Quando se soube da visita, não houve outro assunto nos recreios da aldeia.
Os cartazes eram a prova. A expetativa quase impossível de conter. A respiração ofegante. Os jogos de cinco contra cinco muda aos cinco e acaba aos dez acabavam mais depressa, a ver se o dia homem aranha chegava mais rapidamente.
A tenda azul, atarracada, linda.
Foi numa das sessões noturnas, às tantas, no topo da tenda, lá estava, e o desfalecimento mesmo ali ao lado, o peito a rebentar, e ele a descer pela teia que.
por estes dias, acabei de ler o quinquagésimo nono volume da Colecção Livrinhos do Teatro, com concepção gráfica de Olímpio Ferreira, e paginado por Pedro Serpa e impresso na Guide Artes Gráficas em Setembbro de 2011
"GIULIANELLA Não, papá, não acabou à gargalhada: nós continuámos a fazer o que fazemos sempre. Quem tem razão é o tio Raffaele, quando diz que a nossa é uma família de teatro cómico napolitano...
[...]
TIA MEMÉ Não tem nada, só um pouco transtornada; mas temos de lhe dizer que esteve muito mal e que se salvou por milagre, senão ainda lhe dá alguma fúria."
posted by luis Terça-feira, Dezembro 13, 2011
Sábado, Dezembro 10, 2011
Consideremos como epígrafe este parágrafo de A doença divina da poesia, de José Tolentino Mendonça, 2002: "O conhecimento mítico-poético e o conhecimento religioso que a Modernidade colocou sob suspeita, considerando-os sombras da razão, regressam como uma arte inexplorada. Entre sentimento e mistério, entre nítido e indeterminado alumiam-se afinidades («Deus é, em nós, como uma lembrança, há-de escrever Pascoaes. «A atitude divina é antiracional»). Busca-se numa experiência originária aquilo que as estratégias do pensar deixam em silêncio e que vem guardado na linguagem densa dos símbolos. Ganha verdade a declaração de Jung: «O século das luzes nada apagou»."
Lets take in consideration the following quote from “Poetry’s divine disease” (A doença divina da poesia- 2002) by the great Portuguese poet and theologian José Tolentino Mendonça: ”The mythic-poetical knowledge and the religious knowledge that Modernity put under suspicious, considered as shadows of reason, return as an unexplored art. Between the feeling and mystery, between the clear and indefinite lighten affinities («God is, in us, as a memory, Pascoaes will write. «The divine attitude is antirational»). We search in an ancestral experience the things that the strategies of thinking leave in silence and that is kept in the dense language of symbols. Jung statement is reinforced «Nothing was effaced by the Enlightenment ».”
Na segunda parte de What Heaven Looks Like confirmava-se aquilo que achava ter vislumbrado, a extraordinária parecença/semelhança entre muitos destes desenhos e os desenhos de Teixeirra de Pascoaes, e não só, claro, no traço. De anjos e de fantasmas. De aparições. De sombras. De flocos. Daquela aura.
Teixeira de Pascoaes (1877-1952) foi um dos maiores poetas portugueses.
Teixeira de Pascoaes (1877-1952) was one of the greatest portuguese poets.
In the second part of What Heaven Looks Like we confirm what I thought I have glanced, the extraordinary similarity between many of these drawings and those from Teixeira de Pascoaes, and not only at the brushstroke level. Of angels and ghosts. Of appearance. Of Shadows. Of snow flake. From that aura.
And in ">the third part there is the confirmation.
Do mesmo texto de José Tolentino Mendonça: "O mais interessante para Pascoaes era o «espectro», o «fantasma», o «floco de neve e labareda», o «vulto mal delineado na penumbra», o «animal apaixonado», o «anjo», o «faminto de Deus». Era verificar, ao modo de Jerónimo que não tirava os olhos da caveira, como «o esqueleto emagrecido» de um Homem pode ser «transtornado, de súbito, por íntimas energias imprevistas». Era explorar num indivíduo, suficientemente batido por ventos contraditórios, tombado do cavalo do seu próprio destino, cego pela revelação da Graça depois da cegueira de um crime, as grandes e únicas fronteiras simbólicas do Ser Humano."
From the same text from José Tolentino Mendonça, formerly referred to, “The most interesting thing for Pascoaes was the “spectrum”, the “ghost”, the “snow flake and flame”, the “undefined figure in the twilight”, the “passionated animal”, the “angel”, the “famished God”. To ascertain, like Jeronimo who didn’t took his eyes away from the skull, as the man`s skinny skeleton can be «bemused, immediately, by unpredictable intimate energy». To explore in an individual, overcome by opposite winds, fallen from the horse of his own destiny, blinded by the Grace’s revelation after the blindness of a crime, the enormous and only symbolic frontiers of the Human Being”.
Tolentino: "Mesmo nos desenhos que Pascoaes dedicou ao apóstolo podem espiar-se, afinal, os traços do seu próprio rosto (aquele rosto magro, anterior à pedra), como se de uma impressão pessoal se tratasse, e não de representação verdadeira."
Tolentino: “Even in the drawings that Pascoaes dedicated to the apostle we can detect, in fact, the trace of his own face (that skinny face, prior to the stone) as if it was a personal impression and not a true representation.”
Bernardo Pinto de Almeida (in Teixeira de Pascoaes, Desenhos, Assírio & Alvim, 2002) descreve os desenhos como "o surrealismo avant-la-lettre".
Bernardo Pinto de Almeida (in Teixeira de Pascoaes, Desenhos, Assírio & Alvim, 2002) describe the drawings as "the surrealism avant-la-lettre".
no Atual do dia 3/12/11 António Guerreiro escreve sobre a edição que o Babelia dedicou a semana passada à crítica literária
e em nenhuma das frases que escreveu se referiu a uma das conclusões a que no Babelia chegaram
a isenção e a independência da crítica
mas transcrevo, para se ler o original:
Algunas de las conclusiones sobre este paisaje en continua transformación se pueden dividir en tres apartados:
"1. La reducción de páginas y espacios dedicados a la crítica, las directrices o filosofía de cada medio sobre la clase de textos que quiere brindar y la aparente mayor concesión al mercado en detrimento de la calidad.
2. La revisión del ejercicio de la propia crítica a la cual le faltaría independencia, valentía, compromiso, rigor (ser menos complaciente) y profundidad (dar más elementos de valoración).
3. La pérdida de la influencia de la crítica literaria justo ahora cuando más se necesita en una era de sobreinformación y proliferación de canales que distorsionan y tienden a igualar el arte, a lo cual se suma la confusión ante la democratización de la crítica desde la plaza virtual."
que liga, isso sim, com o que Guerreiro escreveu no último ponto do seu texto
lembrei-me disso, também, porque aqui há dias vi através do facebook das edições averno que se ia realizar a 25/11/11 na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas mais um encontro das Poéticas Contemporâneas, e cujo tema foi Crítica nos Jornais
adivinha-se quem foram dois dos convidados? ainda que por alguns poucos dias, mas cheguei a achar que outra possibilidade era possível
Uma proposta: saltemos dos logoi de Dario até às batalhas de Maratona e de Salamina, centrando-nos, depois, nesta última. Voltaremos, lá mais para a frente, não a Dario mas a Clístenes para depois, noutro salto, chegar a Péricles.
Avancemos, então, primeiro, até Maratona (490 a.C.) e, depois, até Salamina (480 a.C.).
Num dos Livros de Histórias escreve José Ribeiro Ferreira: "E no entanto não é a batalha de Salamina que encontramos mais exaltada nos tempos subsequentes. Devida à actuação dos mais pobres cidadãos de Atenas e símbolo da força da democracia, não era de molde a concitar a exaltação dos nobres e oligarcas, que pelo contrário procuravam travar a evolução da democracia. Encontraram um chefe à altura em Címon, filho de Milcíades, um conservador a quem desagradava o caminho que tomava a democracia e que tentou suster, senão mesmo fazer regredir, a tendência evolutiva que a caracterizava. Nessa luta, Maratona –uma vitória atribuída a um elemento de uma das mais poderosas e influentes famílias atenienses – será amplificada e mitificada, como bandeira, pelos oligarcas e pelos nobres para se oporem abertamente à causa democrática. Maratona fora uma vitória nacional, mas dado ser Milcíades um rico aristocrata, a batalha era celebrada com a satisfação de algo próprio nos círculos dos nobres que viam o avanço da democracia com olhos de suspeição."
De outro dos Livros de Histórias escreve a dado passo Carmen Leal Soares: "É com a seguinte afirmação de P. Green sempre presente que passaremos a considerar este tema: Paradoxalmente, e não obstante a sua grande importância, Salamina deve ser encarada como uma das batalhas pior documentadas de toda a história dos combates navais."
arregalando os olhos e os ouvidos sempre que ouvia falar dos pescadores das caxinas que estavam desaparecidos há horas mais do que preocupantes lembrava Simone Weil, os cânticos/oração daquelas mulheres e também Caravaggio
do jornal público: "andámos de Norte para Sul, de Sul para Norte...", "um deles, o único que ficou internado ontem em Leiria, aparentando alguma desorientação psicológica, não queria entrar na balsa. Teve de ser forçado pelos companheiros, e depois amarrado, porque insistia saltar borda fora. Chegado ao hospital perguntou pela filha de 12 anos, mas quando ela o foi ver não a conheceu. Houve momentos em que se imaginava ainda no mar, contaram familiares", "e daqui por diante? Três dias sem comer nem dormir, temendo a notícia de que o filho tivesse partido antes dela, Felicidade Marques, de 73 anos, não sabe responder. "Se voltam ao mar outra vez? Então hão-de passar fome?", "desta vez, como diz um pescador da terra, ´o mar não consoou"
o presidente da república de portugal disse para além de ter ficado muito feliz que também é nestas alturas que se vê que as forças armadas fazem muita falta ao país. inenarrável. que falta de vergonha na cara