A montanha mágica

Sábado, Outubro 23, 2010

Volto a 3 de Novembro, se Deus quiser.

posted by luis Sábado, Outubro 23, 2010

Terça-feira, Outubro 19, 2010

If you ever go to Houston (43)





LMF, sem título, via telemóvel, 2010



1. Uma das imagens mais fortes que fica depois de se ler Bolaño, para mim, é a da infantilidade do mundo, que não quer aprender, que não quer ligar, que não se quer levar a sério, nas suas mais variadas dimensões. Bolaño acautela bem a natureza humana mas ainda assim é em cima dela que trabalha, e trabalha, e trabalha, e se espanta de tanto não querer saber, ver e ouvir.
Depois é, também, a vida como ele a descreve.

2. Lola, de Brillante Mendoza, nem sei de adjectivos ou... no último fotograma, passam quatro ou cinco carros blindados pretos protegidos e escoltados por vários polícias de motos. Depois de um dilúvio quase constante a procurar não perder o essencial a não deixar apagar a vela, Tarkovski, depois da visão de outra vida depois da chuva parar e da água recuar: ir buscar dois ou três patos e sementes; depois do milagre da vida, do testemunho, aqueles carros pretos, é a vida.

3. Noite e Dia, do sul-coreano Hong Sang-soo, também descega.


4. Uma destas madrugadas bastaram duas ou três folhas/páginas de Vício Intrínseco para Pynchon me deixar de lágrimas nos olhos, é tão bom, tão bom que dói, tão simples e tão genial. Não foi por este momento mas para aqui escolhi:

"- O Donald e o Pateta estão num barco salva-vidas, perdidos no mar ´tás a ver? E é como se se passassem várias semanas. E depois uma pessoa começa a reparar, quando o Donald aparece em grande plano, que ele tem uma barba de três dias, tipo, a crescer-lhe no bico? Dás-te conta do que isto significa?
- Talvez arranje um tempinho para meditar sobre isso, Saunch, mas entretanto vem aí o Bigfoot e está com aquele ar, portanto se pudesses repetir o número, está bem, e...
- Nós sempre tivemos aquela imagem do Pato Donald, e assumimos que é o aspecto que ele tem no dia-a-dia, mas a verdade é que o gajo tem de barbear o bico, todos os dias. Cá para mim é a Margarida. O que quer dizer, ´tás a ver, e que outros miminhos é que a rapariga lhe dá, não é?"



5. Portanto.

6. O fedor fede outra vez fedendo mais ainda.

Na noite de cinco de Outubro de 2010, no jornal das 21h da sic-notícias Mário Crespo conversa com o dr. Mário Soares. O que este homem disse lá é mau de mais para ser verdade, do alto da sua pedantice e da sua vaidade e da sua cegueira só disse baboseiras atrás de baboseiras. Continue-se a ouvi-lo e a prestar-se-lhe muita importância e atenção que a pobreza ainda há-de ser maior. Aliás, como ao seu camarada Almeida Santos, a prova da pobreza e da parolice a que podemos chegar.

Uns dias depois num programa que ainda vergonhosamente anda semanalmente por aí prós e contras a apresentadora fez mais uma daquelas figurinhas típicas da parolice: tece comentários e dá mais vezes voz aos chefes, coisa mai linda, não é, a contribuir para os mitos, que já não o são, antes pelo contrário. Devia ter vergonha na cara, sim, você.

Aqui perto mas mais longe, como é que é possível que a chefe do governo alemão diga que na Alemanha o multiculturalismo falhou... ?? diz-se o quê?

Merkel: "No início dos anos 60, a Alemanha chamou trabalhadores estrangeiros e eles agora vivem aqui. Durante algum tempo, mentimos a nós próprios, pensando ‘eles não ficam e um dia hão-de partir’. A perspectiva de que poderíamos construir uma sociedade multicultural, vivendo lado a lado e gozando da companhia uns dos outros, falhou completamente", disse Angela Merkel num encontro com a juventude partidária da União Democrata-Cristã (CDU), o partido no poder.

Merkel: "Nós sentimo-nos ligados aos valores cristãos. E aqueles que não são capazes de aceitar isto também não têm lugar aqui". (fonte: rr)

Quem é esta gente? Com quem fala? O que vê? O que lê? Quem ouve?

É demasiado mau, mau, muito mau. Apetecia-me dizer agora um palavrão, mas não vou dizer. Seria fácil.

Aqui perto mas também, enfim,... um cidadão italiano matou com um murro uma cidadã europeia, romena; estendeu-lhe um murro, deitou-a ao chão e tentou ir-se embora, sem querer saber dela. Houve quem não o permitiu e depois a polícia parece que o prendeu. Imagens que têm corrido net e também como a gente da tv costuma dizer mundo, aliás dizem imagens da internet como se assim de um lugar longínquo e perigoso cheiinho de lepra.
Seria caso para dizer e declarar: italianos deviam ser todos expulsos de Itália.

Mas... abre-se um qualquer jornal português e dá para tecer um ciclo de escritos escrevinhados que assustam, tal é a nossa condição, tal as nossas visões, tal os nossos vícios e as nossas capelinhas.
O Mundo havia de poder ser muito diferente havia... Foquêmo-nos também em Sarkozy:

Entrevista a Christophe Honoré e Louis Garrel em Lisboa, nos extras do dvd Canções de Amor (a partir do minuto quinze, mais ou menos):

"Christophe Honoré: Na época do "As Canções de Amor" iam decorrer as presidenciais. Isso dava à cidade uma atmosfera extremamente paticular. Até porque filmámos no 10º bairro, onde era a sede do Sarkozy, etc. Havia qualquer coisa que era...Não se tratava de um documentário. Havia... Mas havia a noção de estarmos a filmar algo que passados três meses já não existiria.

Louis Garrel: "Também em certas cenas na rua à noite. Havia a ideia que o Sarkozy, como era ele que mandava na polícia, havia a ideia que a polícia, que é republicana, como instituição. É algo que nasceu da revolução e mantêm os ideais republicanos, protege as pessoas, ainda que nem todos os polícias sejam republicanos. Mas havia a ideia que o Sarkozy podia ser eleito presidente e viria mandar na polícia e todos os polícias nos rodeariam. Era algo paranóico! Quando filmávamos na rua com esta atitude, já sofríamos um bocado. Era algo que assombrava...

Christophe Honoré: Não assombrava apenas no primeiro dia de filmagens. Claro, era um filme sem autorização, nem nada. Filmávamos na rua de uma forma algo selvagem. Lembras-te do primeiro dia? (virado para Garrel)

jornalista: Tiveram problemas com a polícia?

Christophe Honoré: Sim, uma hora após começarmos. Acho que não comentámos isto nem com o Paulo, a polícia chegou e disse que não podíamos filmar ali. Negociámos algum tempo, foi quase uma hora. E depois conseguimos filmar. Foi um filme feito naquele bairro quase na clandestinidade. E depois de uma forma... Penso que não revela um sinal sociológico. Mas penso, de qualquer forma, que estes dois filmes... É um pouco o filme posterior, que ainda vou filmar em Janeiro, também anda à volta desta ideia de uma certa juventude ameaçada. E já em Janeiro, tínhamos a noção, mas agora sabemos muito mais. É a primeira vez que em França, podíanos falar no caso do De Gaulle mas mesmo assim é diferente. Em França, o inimigo declarado do poder é a juventude. Se analisar todas as medidas... as medidas prioritárias que o Sarkozy apresenta são destinadas aos adultos, aos trabalhadores, aos reformados... Não há medidas prioritárias, digamos, destinadas à juventude, pelo contrário. Ao falar da juventude, o tema é delinquência a prisão de menores mais cedo. Há uma ideia muito estranha e sinto muito isso em França. Hoje, pessoas como o Sarkozy, bem posicionadas e respeitadas, pela maioria ele foi eleito, logo é uma maioria. Para ele, o inimigo é a juventude, ele sabe bem disso. E é a juventude que o fará cair.

Louis Garrel: Há uma frase de Dominique Voynet, ela é ecologista.

jornalista: Eu conheço-a.

Louis Garrel: Ela disse ao Sarkozy: "Como pode falar dos jovens se nunca foi jovem?"

Christophe Honoré: É verdade.

Louis Garrel: É.

Christophe Honoré: Ele foi o mais jovem deputado de França...

Louis Garrel: Aos vinte anos vestiu um fato meteu-se num escritório, a preparar a sua carreira e assim há algo que lhe escapa. [Alex Ross: diferença entre compositores alemães e franceses: das ruas, franceses, para um loft, fechados, alemães.] A todo o momento, vê-se que não sabe falar aos jovens. Um dia fez uma espécie de discurso para os jovens. Era completamente absurdo. Falava de revolução, de se poder chegar lá, como os tipos de extrema esquerda, têm uma espécie de ideal: "NóChristophe Honorés também vamos lá chegar, nem que seja à força!" Tem uma ideia tão americana do sucesso. Acho que não lhe entra na cabeça que aos 20 anos a frieza do mundo, pode ser um problema para a juventude actual, a frieza do mundo, como chegar ou não chegar. É só chegar ou não chegar, mas não é só uma questão de tempo.

Christophe Honoré: Sim, há condições humanas, filosofias. E nisso, "As Canções de Amor", tem muito sentimento. E de novo, não acho que se ja um sinal sociológico. Filmei um certo estado dos jovens sobretudo um lado sentimental..."



7. O fotograma de Hill Street série que acompanho madrugadas dentro, diz que é FOX retro, diz mas é uma asneira descomunal, é assim, é mas é a vida, é urgente que regresse ao horário nobre por essa Europa e mundo fora, onde cada vez mais é preciso ter cuidado lá fora. A série é uma obra prima, e aquelas personagens uma galeria/mosaico excecional.
É urgente.


posted by luis Terça-feira, Outubro 19, 2010

Segunda-feira, Outubro 18, 2010

.




LMD, sem título, via telemóvel, 2010.

posted by luis Segunda-feira, Outubro 18, 2010

Quinta-feira, Outubro 14, 2010


posted by luis Quinta-feira, Outubro 14, 2010

Quarta-feira, Outubro 13, 2010
















13/10/2010, LMD, todas as fotografias via telemóvel, excepto a primeira, a contar de cima para baixo, que é um fotograma de Days of Heaven, de Terrence Malick.

posted by luis Quarta-feira, Outubro 13, 2010

Terça-feira, Outubro 12, 2010

ali perto, os km não se contam, de San José a Juárez como é que o milagre pode ser o mais breve possível?







nomes para o segundo conjunto: A De izda. a dcha, los 33 mineros atrapados: Carlos Mamani, José Ojeda Vidal, José Herríquez González, Luis Urzua Iribarren, Omar Reygada Rojas, Mario Gómez Heredia, Pablo Rojas Villacorta, Claudio Yanez Lagos, Juan Illanes Palma, Mario Sepúlveda Espinace y Juan Carlos Aguilar Gaete, Yonni Barrios Rojas, Víctor Zamora Bugueno, Carlos Barrios Contreras, Víctor Segovia Rojas, Claudio Acuña Cortés, Carlos Bugueno Alfaro, Ariel Ticonao Yanez, Samuel Avalos Acuna, Renan Avalos Silva, Darío Segovia Rojo y Richard Villaroel Godoy, Osman Araya Araya, Jorge Galleguillos Orellana, Jimmy Sánchez Lagues, Franklin Lobos Ramírez, Florencio Avalos Silva, Esteban Rojas Carrizo, Raúl Bustos Ibanez, Pedro Cortez Contreras, Daniel Herrera Campos, Edison Pena Villaroel y Alex Vega Salazar. REUTERS


fonte para as imagens: elpais e elmundo.

posted by luis Terça-feira, Outubro 12, 2010

comecem a parar as máquinas




LMD, sem título, 2010


a humanidade e o mundo podiam/deviam parar amanhã por breves instantes minutos ou por instantes longos horas, se estivéssemos mais atentos, é daqueles momentos momento.


posted by luis Terça-feira, Outubro 12, 2010

Segunda-feira, Outubro 11, 2010

caro Miguel, um forte abraço e obrigado



posted by luis Segunda-feira, Outubro 11, 2010

Quinta-feira, Outubro 07, 2010

Vargas Llosa

Fiquei feliz pelo nobel ter sido atribuído a Vargas Llosa, por várias razões, entre elas duas, mais recentes:

- a primeira: por estar ligado a Guimarães uma vez que é responsável pela programação da área do pensamento das questões europeias, Capital Europeia da Cultura 2012. Gosto muito de Guimarães. Eu que já tinha arregalado os olhos a ver se o via nalgum recanto..., como num destes dias outro homem cuja obra gosto,também, muito, amanhã mostro quem, agora vai ser muito mais difícil.





- a segunda: pela felicidade de ter estado em S. Petersburgo quase em simultâneo com ele, La casa de Dostoievski, chegar a casa e passados oito dias ler o texto, levantar a cabeça, olhar não sei para onde, de olhos esbugalhados e húmidos, um sorriso no rosto, e o deflagrar daquele fresquinho no peito. Não é sem ponta de vaidade que o digo. Mas é verdade. Meu Deus.



posted by luis Quinta-feira, Outubro 07, 2010

Quarta-feira, Outubro 06, 2010

"Por exemplo, uma vez estava saindo de noite da casa da Cláudia, a minha companheira que também é poetisa, que mora no Flamengo, e quando abri a porta para atravessar o jardim em frente do prédio fui ´agredido` pelo aroma de um jasmineiro. Apanhei as flores e aspirei profundamente. E senti que o cheiro que era suave, assim aspirado parecia selvagem. Peguei no carro, fui embora, mas tive vontade de escrever. No dia seguinte, estava diante de uma folha em branco, mas as palavras não cheiram a jasmim, nem é possível traduzir em palavras a linguagem do jasmineiro. Então, o que é o poema? Não é uma revelação da realidade, porque não a pode exprimir.

Então?

O poema é na verdade uma invenção da realidade. Acho que a Literatura não revela, inventa a realidade. Porque o que não está dito, não existe. Quando vou escrever sobre o jasmineiro, o poema é uma probabilidade infinita. Reduzo-a quando escrevo a primeira palavra e vou inventando uma estrutura, entre o acaso e a necessidade."



de uma entrevista a Ferreira Gullar, Jornal de Letras 1043.

posted by luis Quarta-feira, Outubro 06, 2010

Terça-feira, Outubro 05, 2010

If you ever go to Houston (42)




LMD, via telemóvel, pormenor de uma das tapeçarias
da exposição A Invenção da Glória. D. Afonso V
e as Tapeçarias de Pastrana, Museu Nacional de Arte Antiga



1. Tom Waits, num inquérito de um jornal inglês, respondeu, há cerca de dois anos, que um dos sons/barulhos/ruídos que mais gosta/gostava era o da campaínha das escolas e o do último toque do dia especialmente; daquele burburinho feliz, daquela alegria, como uma nova vida, que momentos imediatamente depois se ouvia e ouve logo após.

Walter Benjamin escreve na Infância Berlinense: 1900 numa Manhã de Inverno que "o simples toque da carteira fazia regressar, dez vezes maior, todo o cansaço que antes parecia ter-se dissipado. E com ele aquele desejo: poder dormir à vontade" e mais à frente em A Febre escreve "Imperceptivelmente, tal como a princípio se tinha insinuado em mim, a doença ia-se embora. Mas quando eu já estava pronto para a esquecer de vez, recebia dela uma última saudação na caderneta de notas. Nela vinham assinaladas em rodapé as aulas a que eu tinha faltado. Essas não me pareciam, de modo algum, horas cnzentas e monótonas como aquelas a que assistira, mas perfilavam-se como as fitas coloridas ao peito ds inválidos. Na verdade, a anotação «Faltou a cento e setenta e três horas de aula» era, aos meus olhos, a imagem viva de uma longa fila de condecorações."

De um modo geral, em Portugal vive-se para momentos de fotografia, para aparecer para se mostrar e ser visto para dizer meia dúzia de babelas e depois ser convidado para comentar os comentários às balelas que disse ou se disse. Foge-se, corre-se, torna-se a fugir e a correr. Não há tempo, desde que se inventou o relógio de pulso. E corre-se para onde? Tanta pressa para? A consistência? Ricardo Reis.

Esteve sempre visível, mas como é que se deixou chegar a uma mensagem como aquela que a actual ministra da educação gravou há quase um mês atrás? É um enigma.
Ninguém quer saber? Acredito. O ridículo é ridículo.

Que a actual ministra da educação é má demais e que também numa república como a de Portugal, que tem um primeiro ministro que é mau demais para ser verdade, digo, e acho mesmo, já há alguns anos a pessoas mais próximas que o tico e o teco dele não batem bem, mas ela agora exagerou, passou das marcas, mostrou a sua parolice em estado puro, nem para a festa da sobrinha ou da filha da amiga tal ou tal aquilo serve, seja possível é, outra vez infelizmente, um facto. Dizia um amigo que quem lhe disse que assim estava bem não gosta mesmo dela, e acho que se riram mais e da sua figurinha dentro do ministério do que o que se riram fora dele, e não foi pouco. Dizem que é a vida.

Hoje, vi num serviço de notícias assim-assim, lá andava ela atrás e ao lado do presidente da república portuguesa. É o que temos e o que somos. Mas há pessoas que deviam falar mais, escrever mais, dizer que não pode ser assim, que há limites, que há milhares de pessoas por Portugal acima e abaixo que dependem de órgãos de soberania que foram criados para melhorar e servir as pessoas.


2. Aristóteles, mais parece dizia do que disse mas é, como tudo o demonstra, disse que um político não devia exercer um cargo político mais do que dois mandatos de dois três anos cada um. E depois ir dar uma volta. Sim, sim, a democracia atenienese era o que era, mesmo no seu tempo, mas ainda sim está lá tudo.
Claro, a natureza humana também.

Há uma medida que tenho falado e reflectido com os alunos com quem vou tendo o privilégio de trabalhar ao longo dos anos que devia ser introduzida na Constituição da República Portuguesa, e como uma revisão está em discussão pública... adiante.

E é sobre o quê: diz: que quem em Portugal exercer cargos públicos, homens e mulheres, e os gerir mal, quer por gestão danosa quer por incompetência quer por não querer saber por irresponsabilidade, devia ser julgado criminalmente.

É.

Vi um destes dias num canal de tv que um primeiro ministro islandês ia ser julgado por os motivos enumerados acima, e se sentia indignado chegando mesmo a dizer que quem o apontou se fez valer de uma velha lei com mais ou quase 100 anos, que o quiseram tramar, apanhar.
Velha? 100 anos?

Em Portugal e assim (mas olhemos ali para Espanha: quantos primeiros-ministros em 35 anos? quantos ministros da educação ou das finanças? e o salário mínimo é de? e os salários médios são de? e o actual líder da oposição é-o há quantos anos? e aquela gente política que hoje de manhã esteve na praça do município em Lisboa estava lá a fazer o quê, quer o quê, acha que tem mais tempo para?): pessoas que passaram mais de metade da sua vida em instituições públicas, presidentes de junta, presidentes de câmara municipal, deputados, ministros, primeiros-ministros e presidentes da república. E depois as pensões que usufruem e a riqueza que acumularam ao serviço dessas mesmo instituições.
A desvergonha completa.


posted by luis Terça-feira, Outubro 05, 2010

Sábado, Outubro 02, 2010


posted by luis Sábado, Outubro 02, 2010

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São horas, Senhor. O Verão alongou-se muito.
Pousa sobre os relógios de sol as tuas sombras
E larga os ventos por sobre as campinas.


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