A montanha mágica

Segunda-feira, Maio 31, 2010


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Sábado, Maio 29, 2010

«el otro mundo es también este mundo»




Tomas Tranströmer



«todas nuestras acciones / claras como el cristal» caen «no hacia otro fondo / que el de nosotros mismos»

«El espíritu de Dios es como el Nilo: se desborda / y se hunde a un ritmo que ha sido calculado / en textos surgidos en épocas distintas»

«El jeroglífico del ladrido de un perro / pintado en el aire sobre el jardín»

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Sexta-feira, Maio 28, 2010

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O twitter cá do sítio vai no número

134) Ilusões Perdidas: "o historiador tem de passar sobre o terreno dos seus feitos como se caminhasse sobre brasas incandescentes."
4:19 PM May 26th via web

, talvez lhe acrescente/junte entradas de páginas de Wolf Hall, citações ou referências ou duas ou três palavras, literalmente. Como disse ali atrás, o livro é assombroso, quer no que diz respeito à arte de bem escrever também à investigação e também à capacidade de compreender e escrever sobre a natureza humana, sobretudo.

No canal youtube acabei de carregar a última conversa de um ciclo de três sobre a exposição Khora. Ainda não consegui resolver o problema que criei na gravação das primeiras duas conversa, a de Paulo Pires do Vale e a de Bernardo Pinto de Almeida. A ver vamos.

Tenho pena de não ter tido a possibilidade/oportunidade de assistir/estar presente, quantas vezes se pode ver/estar na presença de José Mattoso?



Património de origem portuguesa no mundo
24/05/2010
18h30
Aud. 3

Lançamento do primeiro de três volumes dedicado à América do Sul. 'Arquitetura e Urbanismo', coordenados pelo Prof. José Mattoso
.

entrada google: Sublinha o historiador que este projecto "não resulta de nenhuma espécie de reivindicação de hipotéticas glórias nacionais", uma vez que "os vestígios deste encontro de culturas já não pertencem a um só país; pertencem a toda a Humanidade, porque dão testemunho da diversidade cultural e da criatividade humana.

Ponto final parágrafo.

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Quinta-feira, Maio 27, 2010


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Quarta-feira, Maio 26, 2010

If you ever go to Houston (34)




LMD, Maio, 2010.



1. E.


2. O autor do texto sobre o livro Wolf Hall, de Hilary Mantel, civilização editora, no expresso de sábado passado conseguiu não escrever genial soberbo brilhante. É verdade, sim, li este livro, por estes dias, por Vasco Pulido Valente ter dito o que disse, é verdade, sim, que era o melhor que tinha lido por cá no ano de 2009.

É mesmo muito muito excelente e o autor do péssimo texto do expresso de sábado passado parece não merecer ter livros destes nas mãos para escrever sobre eles, escreva antes sobre a apanha da azeitona na Finlândia, e depois vareje, quase, à sua vontade.

O livro é um assombro.

Vejamos... é difícil escolher... a seguir, ou se calhar em simultãneo, vou juntar este Wolf Hall ao Ilusões Perdidas, ali em cima no twitter, andando:

"- Todas estas coisas --diz ela--, estas coisas que temos agora. O relógio. Aquela arca nova que pedistes a Stephen que vos enviasse da Flandres, aquela com o entalhe dos pássaros e das flores, ouvi-vos, com os meus próprios ouvidos, dizer a Thomas Avery, oh, dizei a Stephen que a quero, não me interessa quanto custa. Todos estes retratos pintados de pessoas que não conhecemos, todos estes, não sei, alaúdes e livros de música, nunca os tivemos, quando eu era menina, nunca me olhava ao espelho, mas agora, olho-me todos os dias. E um pente, destes-me um pente de marfim. Eu nunca tive um pente só meu. Liz costumava fazer-me tranças no cabelo e prendia-mo debaixo do meu toucado, e depois, eu arranjava-lhe o dela, e se não estivéssemos com o aspecto que devíamos estar, alguém rapidamente nos dizia.
Porque é que ficamos tão ligados às severidades do passado? Porque é que nos orgulhamos tanto de nós mesmos, por termos aguentado os nossos pais e as nossas mães, os dias sem lareiras e os dias sem carne, os Invernos frios e as línguas afiadas? Não é que tivéssemos opção. Até liz, uma vez, quando eram jovens, quando o vira, de manhã cedo, a colocar a camisa de Gregory a aquecer diante da lareira, até Liz lhe dissera rispidamente, não o façais, ele vai estar à espera de que o façais todos os dias.
Ele diz:
- Liz... Quero dizer, Johane...
- Havei-lo feito vezes de mais, diz o rosto dela.
- Eu quero ser bom para vós. Dizei-me o que posso dar-vos.
Ele espera que ela grite, como as mulheres fazem, credes que podeis comprar-me, mas ela não o faz, ela fica a ouvir, e ele pensa que ela está extasiada, o rosto dela absorto, os olhos dela cravados nos seus, enquanto ouve a teoria dela acerca daquilo que o dinheiro pode comprar.
- Havia um homem, em Florença, um frade, fra Savonarola, levou toda a gente a pensar que a beleza era pecado."

E que tal na Suécia, também?



3. Fukuyama defendeu e pegou fogo à, sua, ideia de que a História tinha acabado; mais tarde arrependeu-se; e os outros que lhe foram atrás, onde e como é que ficaram? As paredes e o ar livre que ele frequentava diziam-lhe que não havia mais nada para viver/morrer, chegara o fim. Pessoas? Põe Romero a rodar e depois vês.

Há, houve e vão continuar a existir tontos para tudo. Os humanos, também, somos assim.

Por estes dias, é raro ver a quadratura do círculo mas o penúltimo vi, e não podia estar mais de acordo com Pacheco Pereira (António Costa está lá a fazer o quê? Ideólogo?), sobre o que deve ser o futuro dos parlamentos nacionais, Michael Moore, por exemplo, sem câmaras atrás.
Mais fiscalizadores e mais reguladores, do que legisladores.

Olhar por aquilo que devia ser de todos é, desde o século V a.C., em Atenas, um dos trabalhos mais árduos e mais nobres que o seres humanos tiveram e têm pela frente. Bem Comum. Bem de todos. Bem Público. res pública. República. Homem.

Vejamos, assim:

- Todos os anos lectivos tens de apresentar o registo criminal?
- Sim.
- E às vezes mais do que um.
- Sim?
- Sim.
- E tem de estar sempre limpo, se não...
- Pois, não te contratam. Sabes quantos contratos pode o Estado fazer...
- Agora, imagina: a actual ministra da educação da república de Portugal foi condenada em tribunal, por desobediência.
- Ela ou a ministra?
- Há diferença?
- Logo...
- Não achas?
- De facto, seja ela ou a ministra...
- Condenada por desobediência.
- O tribunal disse isso.
- E agora?
- Exemplos?
- Não sei, mas na expo 98 vi portugueses à bulha por uma caneta ou por uma t-shirt para dormir ou pintar ou caiar; e dá para ver que os que têm mais possibilidades aqueles que menos querem dar.
- Divagas, é?
- Exemplos?...
- Nunca ouviste dizer que era mesmo assim?
- Sim.
- Achas que condenações dessas aparecem no cadastro?
- E isso interessa?


4. E agora, atenção, atenção, senhoras e senhores, atenção, atenção: Em resposta às palavras de Pacheco Pereira sobre o carácter “avassalador” dos resumos das escutas do processo Face Oculta, o deputado socialista Ricardo Rodrigues considerou a sua intervenção “politicamente reprovável”.

“Fazem a descrição detalhada de um negócio de características anómalas e conduzido politicamente para alterar a linha editorial da TVI”, acusou o deputado do PSD.
O único deputado social-democrata que consultou os resumos das escutas considerou mesmo que estes documentos provam que a PT e a Taguspark foram meros instrumentos para atingir um objectivo tentado em duas etapas por Rui Pedro Soares, ex-administrador da Taguspark e da PT.
Mas, acusa Pacheco, “o negócio era conhecido do primeiro-ministro” e “não apenas de Rui Pedro Soares”. “Se não entrarmos em linha de conta com estas informações, não estamos a fazer nada aqui”, invocou Pacheco Pereira.



5. Juro que não costumo ler as crónicas dele mas... a desta semana é ridícula, jasus! Mas é, ao mesmo tempo, clarificadora, clarinha, no que ao ponto um diz respeito, dos outros já não fui atrás. Nojo puro. N-o-j-o. O caminho é mesmo estreito. O raciocínio é parecido ao de Mário Soares quando diz que é uma vergonha levar um primeiro ministro a uma comissão de inquérito.

Claro que a premissa inversa não lhe ocorre/interessa.

O dr. Soares continua a dar entrevistas por aí, um dia destes passei num sítio, lá estava ele, debaixo dos holofotes de uma câmara qualquer, a ser adulado, e sem ninguém lhe dizer... qualquer coisa. Numa série de entrevistas que deu respondeu, assim, rapidamente à pergunta da jornalista se nunca tinha pensado em doar alguns livros a instituições...
- (fulminante) Eu não.

Imperdoável? Ao que nós chegamos. Como nós somos.


6. A semana passada num dos programas de notícias que dão a uma hora certa já noite no inverno ainda de dia na primavera e no verão sobretudo, uma peça/reportagem sobre a internet: do vício da internet: de alunos de medicina que se viciaram: a falarem e a dizerem que passam aí uma duas três horas diárias na internet: na internet: na internet.

A voz narrativa era assim... parecia vir de um sítio... que o levassem a sério, e ao perigo, pareceu sempre a admoestar: a internet: a internet: a internet. O diabo a sete. Acho que passou, pelo menos, duas vezes em programas dessa natureza.


7. No jornal Público do último domingo, páginas 12 e 13: "46 corpos por reclamar nas câmaras frigoríficas do país

Há vítimas de homicídios, vítimas de suicídios, vítimas de acidentes, vítimas de doenças ou da muita idade --de gente que sofreu de morte natural nas ruas ou em hospitais ou lares-- dentro das câmaras frigoríficas do Instituto Nacional de Medicina Legal (INML). À espera de quem as reclame. A 21 de Abril deste ano, havia 46 --24 na sede da delegação sul, em Lisboa."

Termina assim, página 13: "Um último detalhe. O sul sobressai em matéria de corpos de pessoas, mas o Norte concentra quase todos os fetos por reclamar: 15 em 16. Há fetos encontrados dentro do corpo da mãe morta, fetos encontrados em lixeiras ou em matas. Já depois desta contagem, uma mulher abandonou um feto de seis meses num pinhal, em Santa Comba Dão --encontraram-no alguns vizinhos já em parte desmembrado, em parte comido por alguns cães."

Muitas das mulheres mortas n`A parte dos crimes, 2666, Bolaño: lixeiras, ninguém reclama os cadáveres, o nome nunca se soube, nunca chegou a ser identificada, vala comum de Santa Teresa.


8. Momento bolañiano 2: "..voltei a olhar para a televisão, onde um tipo contava que tinha em seu poder, dizia-o com estas palavras, em seu poder, como se estivesse a relatar uma história medieval, ou uma história política, o recorde de expulsões dos Estados Unidos. Sabem quantas vezes tinha entrado ilegalmente nos Estados Unidos? Trezentos e quarenta e cinco vezes ele tinha sido detido e deportado para o México. E tudo num período de quatro anos (...) Então o apresentador, que era mau, fez-lhe uma pergunta estúpida e a seguir uma pergunta boa. A estúpida foi perguntar-lhe se ele pensava inscrever o seu recorde no Guinness. O homem nem sequer sabia do que é que ele estava a falar, nunca na sua vida ouvira falar do Guinness. A boa foi perguntar-lhe se ele ia continuar a tentar. Tentar o quê?, perguntou o homem. Tentar passar para o outro lado, esclareceu o apresentador. O home disse que, se Deus quisesse e lhe desse saúde, em nenhum momento se tinha apagado da sua cabeça a ideia de viver nos Estados Unidos. Não estás cansado?, perguntou o apresentador. Não tens vontade de voltar para a tua terra ou procurar um trabalho aqui em Tijuana? O tipo sorriu como que envergonhado e disse que, quando se lhe metia uma ideia na cabeça, não havia nada a fazer."

Contaram-me na primeira pessoa: num dos programas das tardes da Júlia ou assim da semana passada parece que foram convidados dois homens que sabiam fazer mezinhas. Falaram de hemorroidal, que podia ser tratado e erradicado, d-e-f-i-n-i-t-i-v-a-m-e-n-t-e, se a pessoa bebesse cinco litros, um garrafão, de uma mezinha qualquer, mas que a partir dali nunca mais podia voltar a usar papel higiénico.

Depois parece que Júlia Pinheiro e os/as suas convivas puxaram pelos homens (este puxaram é uma história boa, muito boa, boa quer dizer... com graça, alguma, mas agora não) e perguntaram-lhe se não tinham uma mezinha para provocar erecção em homens. Eles parece que não perceberam o termo/conceito, olharam um para o outro, foi mesmo assim que me contaram, e nada, e então Júlia, supõe-se, já quase a desfalecer de risos e de pudores diz-lhe que assim quando uma mulher e um homem estão juntos e se aproximam e...
Então perceberam e o mais velho disse que nem pensar, não, que uma vez fez uma mezinha dessas para um amigo e que depois a mulher do mesmo lhe deu uma coça (sic).

Um dos homens tinha oitenta e tal anos, o outro 75.


9. Às vezes o acerto no zapping como em algumas fotografias de Bresson, naquele espaço de luz; mas ao contrário, ou não.
Ainda antes, um destes dias passando pelo canal um lá estava Herman José, e na sua companhia a ministra da cultura e Carlos Queiroz. Dizia o anfitrião a este que é verdade tinham estado os dois no dragão a ouvir o presidente daquele clube a vociferar e a prometer a Pedroto o título de futebol 2009/2010, custasse o que custasse; tantos aplausos. Entretanto as escutas ao mesmo presidente ainda na net.

O seleccionador de futebol lá estava a ouvir, sorridente; parecia contente; realizado. Recrutado para o lado que não se engana e que sabe, depois de dez anos de Scolari.

Sai a lista de convocados e as pessoas apercebem-se que, enfim, enfim. Dias depois Mourinho chama-lhe um nome feio, qualquer, diz que nem com Ronaldo a 1000%.


10. Torre de Dona Chama, é longe de onde e de ou do quê?


11. Pois.


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Terça-feira, Maio 25, 2010

Lev Tolstói, Yásnaia Poliana, 1828 - Astapovo, 1910 (10/100)




Thomas Mann (trad. José Martins Garcia), Goethe e Tolstoi, Lisboa, Editora Arcádia, 1979.


(para ler e ver melhor clicar em cima)

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Segunda-feira, Maio 24, 2010

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Quinta-feira, Maio 20, 2010

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Rui Chafes, s/Título, 2009

fotografia LMD, 2010,
no âmbito da exposição KHORA

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Taganrog, Anton Tchékhov: 150 anos 150 posts (10/150)




LMD, fotografia de telemóvel do livro citado, Maio, 2010


"Pavel tinha a superstição campónia do uniforme
e o facto de poder chegar a ver os filhos na farda
oficial dos professores ou na dos funcionários públicos
sorria-lhe quase tanto como vê-los ricos. Quando Alexandre,
depois de obter o diploma de matemática na Universidade de
Moscovo, conseguiu um lugar de funcionário aduaneiro em Taganrog,
Tchekov, ao escrever-lhe, em Maio de 1883, dizia: «O pai conta a
toda a gente que tu arranjaste um belo lugar. Quando se embriaga,
não fala senão no teu uniforme. Por favor, descreve-lhe o
uniforme que usas e não deixes ao menos de lhe falar na
maneira como és visto na catedral, no meio dos grandes
deste mundo». Quando, três anos depois, Ivan entrou
para o ensino, Tchekov escreveu a uma das suas
primas: «O pai está muito feliz: Ivan comprou
um boné com um tope e mandou fazer uma
sobrecasaca com reluzentes botões de metal».
Quatro anos mais tarde, ainda, quando Miguel,
ao concluir o curso de direito na Faculdade de Moscovo,
foi nomeado colector de impostos, Tchekov escrevia a Suvorine,
em Dezembro de 1890: «Miguel tem um uniforme de funcionário
público de sexta classe e amanhã vai fazer visitas fardado.
O pai olha para ele com lágrimas de admiração a brilharem-lhe nos olhos»."


David Magarshack (trad. João Gaspar Simões), Tchekov,
Editorial Aster, Lisboa, 1960.


posted by luis Quinta-feira, Maio 20, 2010

Quarta-feira, Maio 19, 2010

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Juliette Binoche
fotografia LMD, sem título, 2010.

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Terça-feira, Maio 18, 2010


posted by luis Terça-feira, Maio 18, 2010

T#4 João Bénard da Costa






LMD

(para ler e ver melhor clicar em cima)

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Segunda-feira, Maio 17, 2010

- Já vou --respondeu com desespero, afastando-se da porta iluminada.


LMD

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Domingo, Maio 16, 2010

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in LOURDES CASTRO E MANUEL ZIMBRO: À LUZ DA SOMBRA, Museu de Serralves
fotografia CPV

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Sexta-feira, Maio 14, 2010

sector 72






A hora chegava e tinha de ir, quando aprendeu. Para mais tarde de novo o mar a areia o céu as ondas a barraca às riscas azuis a linha a toalha o pipo as estrelas do mar o som da água nos rochedos o som dos tímpanos encostados à areia as tonturas as pessoas os gestos e as vozes de quase desde sempre.

Ir. Quinhentos metros. Talvez menos. Talvez duzentos. Demoravam a fazer. O sal arranhava e riscava a pele.

Esperava entre 10 a 15 minutos, era o intervalo de tempo, um intervalo, conforme os dias, e se calhar as noites.

Separava-o deles um gradeamento e, aí, dois metros? três metros? Quantos? Que espaço?

Deitados, sonolentos, preguiçosos, cansados, presos. As moscas massacravam.

De repente...

Reis da selva. Tão levemente como os moscardos, abriam a boca e aquelas setas luziam, e rugiam. Metro-Goldwyn-Mayer? Não. Quase. As jaulas onde estavam pareciam que se desmontavam e entre eles parece que se decidia o resto dos dias do mundo.

Tantas vezes.

Mais tarde, Novembro de 1992. O número 26 da revista K e uma conversa, onde dizia que um dos seus sonhos era trabalhar no jardim zoológico e de aí dar de comer a leões.



fotografia telemóvel LMD


Foi assim. Até, outra vez, num acto extremo de amor te quereres fundir com as pedras, com a areia, com a terra, com a natureza.

Aquele espaço de dois ou três metros que diziam inacessível, perigoso, mortal até, só depois lhe soube o nome, embora parecido com a rebentação.

Depois descobri outro que dava, e depois ainda outro. É assim, também, a vida.


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Quinta-feira, Maio 13, 2010

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in LOURDES CASTRO E MANUEL ZIMBRO: À LUZ DA SOMBRA, Museu de Serralves
fotografia LMD,

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Terça-feira, Maio 11, 2010

é mais uma razão




LMD, fotograma do filme As Invasões Bárbaras, Denys Arcand


No filme As Invasões Bárbaras, de Denys Arcand, duas ou três das cenas em que Rémy fala mais alto, mais enervado, mais desenganado, mais só, mais revoltado, em preparação, é quando fala com aquela mulher, no quarto ou no corredor, que, enquanto voluntária, ali, lhe dá alguma da sua atenção e do seu conforto; ele diz-lhe, depois, que tem sorte.


"- Que o vosso Pio XII tenha ficado muito quietinho no seu Vaticano enquanto Primo Levi era levado para Auschwitz, não é uma pena, não é deplorável? É abjecto! Imundo!
- Se o que diz é verdade e que houve uma sucessão de crimes abomináveis, é mais uma razão para haver alguém que nos perdoe. É no que acredito."


posted by luis Terça-feira, Maio 11, 2010

Segunda-feira, Maio 10, 2010

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"eu vou à procura de uma espécie de irmão
para o meu próprio deserto"



"o silêncio é uma palavra, excepto no deserto em que se ouve
o sangue a correr nas veias e o coração a bater"




"foi precisamente a consciência da vida que existe, nesse vazio de morte, ou lembrança dessa vida que existe... o deserto varia entre o silêncio e a música... e isso é sinal de que a vida existe"




"a magia é aquele país em que tu chegas e, no meio do silêncio,
qualquer pessoa se pode transformar num mágico ou num músico"




Rui Chafes, palavras extraídas do diálogo/conversa do dia 17 de Abril, na fundação carmona e costa, no âmbito da exposição khora, que poderão ouvir e ver e ver e ouvir aqui na próxima sexta-feira.

posted by luis Segunda-feira, Maio 10, 2010

Domingo, Maio 09, 2010


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Sexta-feira, Maio 07, 2010

If you ever go to Houston (33)





1. No país de um primeiro ministro pacóvio mas com o poder que a Constituição do país lhe outorga e defendido e sustentado politicamente por aquele que queria ser rei numa república democrática também maçónica.


2. Título: Ministra da Educação condenada por desobediência

fonte: Agência Lusa, Publicado em 06 de Maio de 2010; jornal i

"A ministra da Educação foi hoje condenada por desobediência ao Tribunal Administrativo e Fiscal de Beja e ao pagamento de uma multa por não ter sido retirada a avaliação de desempenho do concurso de colocação de professores, afirma a Fenprof.

Em comunicado, a Federação Nacional dos Professores (Fenprof), citando o tribunal, afirma que Isabel Alçada foi condenada ao "pagamento de sanção pecuniária compulsória", cujo montante diário foi fixado "em oito por cento do salário mínimo nacional mais elevado em vigor", por cada dia de atraso para além de 04 de maio e até ao cumprimento do que foi decidido provisoriamente.

Contactado pela agência Lusa, o Ministério da Educação remeteu para mais tarde qualquer comentário.

A Fenprof anunciou na terça feira que o Tribunal Administrativo e Fiscal (TAF) de Beja decretou uma providência cautelar no sentido da não consideração da avaliação de desempenho no concurso de colocação de professores, cuja fase de aperfeiçoamento das candidaturas termina hoje.

Segundo o sindicato, o tribunal ordenou ao ministério que, provisoriamente, "abolisse os campos do formulário eletrónico de candidatura que consideram a avaliação de desempenho".

No entanto, o Ministério da Educação garantiu na quarta feira que a "citação" recebida do tribunal "não corresponde a nenhuma decisão", tendo a Fenprof pedido ao tribunal a execução da sentença.

Ao decretar a providência, o tribunal estabelecia que o ministério deve "pugnar pelo reajustamento da candidatura eletrónica, permitindo que esta se faça sem a aplicação daqueles itens, que devem ser abolidos neste concurso, e com isso prosseguindo o concurso regularmente"."


- Não só não retiraram a consideração da avaliação do docente no concurso como ainda...
- Não?
- ... como ainda a melhoraram.
- O que disse o tribunal não...
- Não era preciso o tribunal.
- Não.
- Era e é claro desde o princípio.
- Desde o início?
- Não ligaram.
- Tens a certeza?
- Que a melhoraram?
- Sim.
- Tenho provas.
- Tens?
- Aqui, comigo.
- Quer dizer que fizeram o contrário daquilo para que os professores tinham chamado a atenção e sugerido e também do que agora o tribunal antes de mandar sugeriu?
- Isso, mesmo.
- Provas?
- Sim, aqui. Fizeram fazer com que no boletim de concurso a nota quantitativa e a qualitativa pudessem ser introduzidas mesmo que uma não correpondesse à outra, e mesmo que houvesse pessoas que não as tinham.
- Como?
- É.
- Não havia uma comissão que...
- Reguladora?
- Estilo Banco de Portugal para os bancos e assim?
- É a vida.
- Tens provas.
- Aqui.
- Parece que andamos a brincar...
- Aos ministros e ao currículum vitae?
- Também.
- O que verá esta gente quando, pela manhã, abre a janela e olha lá para fora, em dias de mais ou de menos luz? O que procura?


"Confirma-se, como a Fenprof havia afirmado, que num Estado de Direito Democrático ninguém está acima da lei ou isento de respeitar decisões do poder judicial", congratula-se hoje a federação. "


3. O caso do deputado socialista que tomou posse de dois gravadores pertencentes a jornalistas da revista sábado e de como o seu líder parlamentar o veio, impertigado e de cassete ligada, defender.

Inspira.
Expira.
Inspira.
Expira.

Expira.

Expira.

Jornal Público, sexta-feira, dia 7 de Maio de 2010, página 10: "Deputados socialistas entre as palmas..." "uma salva de palmas de solidariedade a Ricardo Rodrigues."


4. Não comentem com ninguém, a sério, nem dos spins parolos do governo da República de Portugal.


5. Os brinca na areia que andam a discutir quem foi o melhor treinador português em Portugal no campeonato profissional de futebol de 2009/2010 só devem fazer uma coisa: ir ver o jogo Milão-Braga do ano futebolístico 2008/2009.
O resto é festival da canção.

posted by luis Sexta-feira, Maio 07, 2010

Quinta-feira, Maio 06, 2010

Lev Tolstói, Yásnaia Poliana, 1828 - Astapovo, 1910 (9/100)


LMD, fotografia de telemóvel dos Diarios citado, Maio de 2010.



Ainda e outra vez Mann, no seu Goethe e Tolstoi: "Falando da sua adolescência, Tolstói escreveu: «Sentia a necessidade de ser conhecido e amado por alguém, a necessidade de dizer o meu nome; parecia-me que toda a gente devia ficar vivamente impressionada com tal comunicação, reunindo-se à minha volta e agradecendo-me algo...». Isto passava-se antes dos primeiros passos do escritor..."


"1852

29 DE MARZO. ... De un tiempo a esta parte ha comenzado a atormentarme de manera vehemente el arrepentimiento por haber desperdiciado los mejores años de la vida. Esto comenzó cuando sentí que podría hacer algo bueno. Sería interesante describir el curso de mi desarrollo moral; pero no sólo las palabras, hasta los pensamientos son insuficientes para eso.

No hay límites para los grandes pensamientos, pero ya hace tiempo que los escritores alcanzaron la frontera inquebrantable de su expresión. Jugué a las damas, cené, ahora voy a dormir. Me atormenta la mezquindad de mi vida; siento que se debe a que yo mismo soy mezquino y, sin embargo, aún me queda fuerza para despreciarme y despreciar mi vida. Hay en mí algo que me obliga a creer que no nací para ser igual al resto de la gente. Pero, dónde se origina eso? Hay discordancia o falta de armonía en mis habilidades, o es que efectivamente soy superior en algún aspecto a la gente común y corriente? Soy viejo, el tiempo del desarrollo ya pasó o está pasando; sin embargo a mí me sigue atormentando la sed... no de gloria, no quiero la gloria, la desprecio, sino de ejercer una gran influencia para la felicidad y el bienestar de los hombres.

Será posible que yo muera con este deseo desesperanzado? Hay pensamientos que no me confieso ni a mí mismo; me son tan queridos que sin ellos no habría nada para mí. Escribí el relato con entusiasmo, sin embargo ahora desprecio el trabajo en sí, a mí mismo y a quienes lo van a leer; si no abandono este trabajo es únicamente por la esperanza de apartar el aburrimiento, de adquirir el hábito del trabajo y de dar un gusto a Tatiana Alexándrovna. Si acaso hubiera un toque de pensamiento vanidoso sería tan inocente que me lo perdonaría, porque además tiene una ventaja: la activid.

Siempre he temido a la vanidad y la desprecio hasta tal punto que no espero que satisfacerla me procure ningún placer. Pero hay que tener esperanza porque, si no, qué razón quedaría para seguir adelante? El amor, la amistad! Estos dos sentimientos también me parecen un capricho, un espejismo de mi joven imaginación. Acaso me han procurado felicidad? Quizá yo sólo haya sido infeliz. Esta única esperanza mantiene en mí el deseo de vivir y de esforzarme. Si acaso son posibles la felicidad y la actividad útil, y yo llego a experimentarlas, por lo menos estaré en condiciones de disfrutar de ellas. Señor, apiádate de mí."


Lev Tolstói (trad. Selma Ancira), Diarios (1847-1894), Acantilado, 2002, pp.74-75.


posted by luis Quinta-feira, Maio 06, 2010

a ideia


Caro Daniel Oliveira,

ao fim de alguns anos dirijo-me a si pela primeira vez, primeiro para o cumprimentar, depois para o felicitar e, por fim, dizer-lhe ao que venho.

Felicitar, pelos blogues que criou juntamente com outras pessoas e pela clareza das posições que foi/vai tomando; que umas vezes mais me aproximo outras me distancio.

Ao que venho, no seu post, ou texto, intitulado Parque escolar: uma oportunidade perdida, logo na primeira linha, primeiro ponto diz:

"Um dos bons investimentos públicos para animar a economia foi a ideia de renovar o parque escolar."

O que me fez parar, logo, a leitura foi "foi a ideia". E a partir daqui não sei como dizer que a ideia a que se refere é tantas coisas juntas, a disparar:
distracção alheamento ignorância distanciamento gabinete vida lá fora vida mesmo vidinha e mais por aí fora [______________________________________________________________________________________]

Não se aplicam a si estas tantas coisas assim juntas. À ideia sim. Não a si, já o vi à beira de fábricas texteis de bandeira e panfletos e sem bandeira e sem panfletos na mão, junto de trabalhadores, e por aquilo que escreve vou vendo e sabendo da sua atenção; maior do que a maior parte dos quase outros todos jornalistas, cronistas, encantadores de serpentes sem ferrôto...

A ideia é a vida real: centros de saúde, cadeias, hospitais, escolas, tribunais, lojas do cidadão...

A ideia é andar distraído e preocupado com a vidinha dos gabinetes e de se ser isto ou aquilo no partido x ou y; é andar de olhos abertos e não ver; Bolaño tem lá uma parte que fala dos políticos que aparecem de óculos escuros e que lhe dão vontade de...., depende quase sempre do que se está a focar, a reflectir, onde se pretende chegar.

Cavou-se e cava-se cada vez mais um fosso enorme entre aquilo para que existem os partidos políticos e aquilo que fazem dos e os partidos políticos. Lisboa não percebe o país, não sabe do país, não que há mais 350 km para baixo e 400 km para cima, e as regiões autónomas, onde vivem alguns milhares e milhões de pessoas. Não sabe porque não se lembra que existe, só em campanha, ou telefonar ao pai ou à mãe e ouvir isto e aquilo e dizer a vida é assim, o que vamos fazer? Olhe, paciência; dizem.

A única coisa que interessa são os lugares, as nomeações, os prémios, as condecorações, as prebendas...

Metáfora, citação: "Sem Catarina presente, o julgamento transforma-se num entretenimento obsceno. O conde de Shrewsbury está diante do tribunal, um homem que lutou com o velho rei em Bosworth. Recorda a sua própria noite de núpcias, de há muitos anos, em que era, como o príncipe Arthur, um rapaz de quinze anos; nunca tinha estado com nenhuma mulher, diz ele, mas cumpriu o seu dever para com a noiva. Na noite de núpcias de Arthur, ele e o conde de Oxford tinham levado o Príncipe ao quarto de Catarina. Sim, diz o marquês de Dorset, e eu também lá estava; Catarina estava debaixo da colcha, o Princípe meteu-se na cama ao lado dela.
- Ninguém está disposto a jurar que se meteu na cama com eles --sussurra Rafe. - Mas pergunto-me se não terão encontrado alguém que o faça."

Caro Daniel, o problema da ideia, reduzida e ampliada, é esse, é não querer saber que a vaidade e a ambição são tão __________, que o homem é lobo para o próprio homem.

Com estima.

posted by luis Quinta-feira, Maio 06, 2010

Quarta-feira, Maio 05, 2010

Taganrog, Anton Tchékhov: 150 anos 150 posts (9/150)




LMD, fotografia de telemóvel do livro citado, Maio 2010



"Em 1867 estava Pavel estabelecido no comércio havia dez anos e as probabilidades de enriquecer continuavam a ser longínquas. Tinha de pensar na maneira de dar aos filhos melhor oportunidade na vida do que a ele próprio tivera. Como os únicos homens verdadeiramente prósperos de Taganrog eram os comerciantes gregos, pensou que, se desse aos filhos educação grega, seria essa, lògicamente, a melhor maneira de os encaminhar pela estrada da fortuna. Tentaria mandá-los mais tarde para a universidade de Atenas, a fim de completarem aí a sua educação, depois do que regressariam a Taganrog iguais, quando não superiores, aos mais ricos comerciantes gregos da cidade. A coisa era, realmente, muito simples e os camaradas gregos com quem discutia o assunto na loja, à volta de um copo de vodka, nada tinham a objectar-lhe. É certo que a mulher, com grande surpresa dele, se opunha teimosamente ao projecto, mas não tardou a submeter-se-lhe.

Tchekov deixou muito poucas referências à sua passagem pela escola grega. Por duas vezes se lhe refere em duas curtas notas biográficas enviadas a correspondentes seus, numa das quais (dirigindo-se ao seu tradutor grego) informa ter aprendido ali a falar grego moderno, língua que logo esquecera depois de sair da escola. Também se lhe refere irònicamente como um dos «deleites» que ele e os irmãos compartilham juntos, numa carta que escreveu a Nicolau, em Março de 1886. Embora tivesse apenas sete anos nessa altura, Tchekov tão familiarizado estava com as sovas que apanhava em casa que nem mesmo as maiores brutalidades de Vutchina, o professor da escola grega, o impressionaram por aí além.

Mas o episódio da escola grega não durou muito. Pavel, por fim, acabou por examinar os três filhos da presença dos camaradas gregos e o resultado do exame convenceu-o de que era melhor abandonar esse sonho de Atenas e de uma carreira brilhante para os rapazes, mandando-os simplesmente para a escola secundária local, que os prepararia para uma carreira profissional."


David Magarshack (trad. João Gaspar Simões), Tchekov, Editorial Aster, Lisboa, 1960.


posted by luis Quarta-feira, Maio 05, 2010

Terça-feira, Maio 04, 2010

T#3 António Ramos Rosa






LMD



(para ler e ver melhor clicar em cima)

posted by luis Terça-feira, Maio 04, 2010

Segunda-feira, Maio 03, 2010

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Rui Chafes, Maldoror, 2006

peça fotografada por LMD, 2010; no âmbito da exposição KHORA
fundação carmona e costa, até 21 de Maio

posted by luis Segunda-feira, Maio 03, 2010

Dão-se conta?


Há vinte anos que o digo, a amigos e a familiares: se pudesse decidir ou mandar o Sport Lisboa e Benfica nunca compareceria aos jogos no estádio da equipa de futebol mais representativa da cidade do Porto. É verdade. É feio, é isto é aquilo é aqueloutro. É. Mas a equipa não iria. Ponto.

Ir lá é perder muitas coisas essenciais, e ontem, dia 2 de Maio de 2010, tinha mais uma justificação certa e na hora, mas já lá vamos.

Ir lá jogar significa: cartões amarelos e vermelhos em catadupa e respectivos castigos, perder o jogo, entrar em discussões e gritarias bárbaras, gastar dinheiro em combustíveis, gastar dinheiro no hotel, dar dinheiro a ganhar ao adversário, o cansaço dos jogadores... E ontem a segurança deles. A justificação certa e na hora: dar meia volta aos cavalos e ir de novo para Lisboa; pedras a atravessar o autocarro? Jogadores atingidos, feridos? Aimar e Kardec atingidos por estilhaços? Jogadores atingidos? Dão-se conta?

A polícia pública portuguesa a dizer isto e aquilo que não e depois que sim e que...

Sr. Presidente do Benfica, vossa excelência foi um insensato, e deixe-se lá de rambos e de força e de quem é homem. Ontem não devia ter deixado os seus jogadores jogar aquele jogo. Jesus atingido no rosto podia ter ficado cego. O sr. facilitou.

Outro enorme erro, gigante, foi o sr. ter dito, a semana passada, que apoiava um ex-administrador da equipa de futebol mais representativa da cidade do Porto para presidente da liga. Tremendo, tremendo erro. Carochinha? Que o presidente dos leões o tenha feito... normal... não pesca nada de futebol, rien, nada mesmo. Cada tiro cada melro. Apoiar um ex-dirigente daquele clube?

Ontem, o impensável aconteceu e o sr. presidente e os seus assessores e administradores não estiveram à altura, puseram em perigo a integridade física dos seus jogadores e treinadores. O que é lamentável.

A derrota por 3-0 é uma brincadeira, e aquela burguesia portuense bem pensante uma nódoa.

posted by luis Segunda-feira, Maio 03, 2010

Domingo, Maio 02, 2010

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posted by luis Domingo, Maio 02, 2010

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What Heaven Looks Like: Part 4 e Krapp's Last Tape (2006) A rare chance to see the sell out performance of Samuel Beckett's critically acclaimed play, starring Nobel Laureate Harold Pinter via entrada como last tapes outrora dias felizes e agora MALONE meurt________

São horas, Senhor. O Verão alongou-se muito.
Pousa sobre os relógios de sol as tuas sombras
E larga os ventos por sobre as campinas.


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