A montanha mágica

Sexta-feira, Janeiro 29, 2010

I want to let go of...
the fear that God has abandoned us all...

Eleni, Athens, Greece



I want to let go of...
my stereotypes of people

Vonette


I want to let go of...
the fear of not being loved and accepted

T, thomasville, ga



I want to let go of...
betrayals
feeling unloveable, unworthy


Jeanna,


I want to let go of...
what happens to me... and focus on..
what happened to HIM...


Melanie, Hawaii


I want to let go of...
fear

Kirsten, venice



Audrey Burke: Why wasn't it you, Jerry? Why wasn't it you?



I want to let go of...
Past pain...

Scott, Brooklyn


I want to let go of...
loving someone that will never love me
as much as i love him


Olivia, New Mexico


I want to let go of...
memoris,fears, sadnes...

Alexandra, Brasov


I want to let go of...
my inability to let people in

Daniels, AZ


I want to let go of...
All my hanger towards the people who have hurt me...

Samantha Carson,


I want to let go of...
the fear of failure

Dawn, California, USA


I want to let go of...
a dysfunctional marriage

Dawn, California, USA


I want to let go of...
my hanger towards God for taking so
many of my lovedones away from me


Keilon, Washington, DC


I want to let go of...
My need to know if love will turn out the
way i hope it will


Denise, Seattle


I want to let go of...
the fact that i may never know my
father


Tish, West Palm Beach, FL


I want to let go of...
The belief that i will fail

Kim, Copenhagen


I want to let go of...
the guilt of knowing that if only if i
hadn`t let him, he would still be alive


Mel, London


Citações de 100 caracteres cortadas do site de um dos bons... não, de um filme muito bom do ano 2007, whatever is holding you back, let go of it today, sobre o qual pouco se falou/ouviu/comentou. Comprei-o um destes dias a menos de dois bilhetes de cinema, sei, sei, onde também o vi.

A realizadora é dinamarquesa, Susanne Bier; o My Blueberry Nights também é de 2007.
Tudo o que perdemos no fogo, Things we lost in the fire.




posted by luis Sexta-feira, Janeiro 29, 2010

Quinta-feira, Janeiro 28, 2010

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News Alert: 'Catcher in the Rye' author J.D. Salinger dies 01:08 PM EST Thursday, January 28, 2010

Salinger's son, in a statement from the author's literary representative, says the 91-year-old died of natural causes at his small, remote house in New Hampshire.


(newsletters@email.washingtonpost.com)


posted by luis Quinta-feira, Janeiro 28, 2010

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"Colecção: Documenta Poetica
Ano de edição: 2010 / Tema, classificação: Poesia
Formato e acabamento: 14,5 x 20,5 cm, edição brochada
N.º de páginas: 96


Entre 1803 e 1805, ao que tudo indica e tanto quanto é possível determinar aproximadamente uma data, Friedrich Hölderlin traduziu e intitulou nove fragmentos de Píndaro, juntando a cada uma das peças um comentário em prosa.
Estes textos, conhecidos como os Fragmentos de Píndaro—em algumas edições designados também por «comentários» ou «anotações»—são considerados não apenas como o último trabalho do longo percurso de Hölderlin como tradutor, masmuitas vezes também como a sua última «obra», intencional ou sistemática, antes do início do segundo período da sua vida em Tübingen, que se estende de 1806 a 1843.
Pela concisão cortante da sua forma e pela força da reflexão lapidar que contêm, os Fragmentos de Píndaro constituem um objecto insólito e propriamente inclassificável no conjunto de tudo o que Hölderlin escreveu. Mas representam também um ponto culminante no seu confronto com a questão obsessiva e fundamental da relação do poeta moderno com a sombra, tão insuperável quanto incontornável, da Antiguidade.






Texto: Paulo Pires do Vale
Colecção: Arte e Produção
Ano de edição: 2010 / Tema, classificação: Arte Contemporânea
Formato e acabamento: 16 x 23,5 cm, edição brochada
N.º de páginas: 112 pp.


Debret é o resultado de uma interpretação da relação social entre brancos e negros, portugueses e africanos, senhores e escravos no Brasil do século XIX.
Esta interpretação parte da obra do pintor Jean-Baptiste Debret, artista francês, que chegou ao Brasil juntamente com a missão francesa a convite do Príncipe Regente D. João VI, no início do século XIX e demonstrou a sua paixão pelo Brasil através de pinturas, aguarelas, desenhos e gravuras, permitindo deste modo elaborar uma visão histórica, política, cultural e social do Brasil dessa época.
A interpretação resulta em 15 esculturas. Cada uma destas resulta da combinação de quatro elementos distintos: mesas, ovos, figuras e citações do Padre António Vieira. As figuras retratam acções entre brancos e negros reveladoras da relação sexual e social dos mesmos. A inserção destas figuras em ovos (de modo paralelo ao que acontece nos ovos de Fabergé) deslumbra uma face mecânica, imperialista e despótica de onde, também, resultou a criação de uma nova raça (mulata). A associação de tudo isto com as citações do Padre António Vieira (escritas nas mesas) leva-nos a uma releitura que se insere num discurso pós-colonialista, período em que vivemos actualmente."

posted by luis Quinta-feira, Janeiro 28, 2010

Quarta-feira, Janeiro 27, 2010

London Calling
London Eye
(3)





Anish Kapoor, Ishi's Light, 2003

"A traumatised image of man emerged, perhaps most famously in the paintings of Francis Bacon, whose figures are characteristically enclosed and isolated. Though he resisted the abstraction of many contemporary artists, Bacon’s expressive handling of paint, allowance for chance elements, and use of imagery from photographs made him an important figure in the post-war reinvention of painting.

A visceral sense of enclosure is equally pivotal to Anish Kapoor’s sculptural installation Ishi’s Light (2003). Peering into the dark interior, visitors become part of a column of light generated at its centre. Kapoor’s work generates an immersive experience which elicits powerful physical and psychological responses."





posted by luis Quarta-feira, Janeiro 27, 2010

blogsportime melbourne moment (2)






Djokovic

Com o coliseu, Porto, assim só no dia 27 de Fevereiro de 1990, no concerto dos Sisters of Mercy. Kusturica and No Smoking Orchestra começam com a Internacional e aquele tom/ som surpreende quase todos, o tempo.

Djokovic e os seus familiares, amigos e apoiantes têm uma maneira muito a leste de dizerem e reagirem e o mostrarem, foi ainda há poucos dias. Que seja como se fosse já há muitos, a Coreia do norte e aquelas fatiotas já são demasiado.

Kusturica e a sua banda colocaram o coliseu naquela catarse festiva, de desafio, de provocação de passagem do tempo a muitos à hora. Ora acertavam aqui, ora desafinavam ali, mas a festa é que contava. Transpirava-se.

Djokovic andou quase os dois primeiros sets aturdido pela excelência, pela frescura, pela atonalidade e pela energia contagiante de Tsonga. Quase até a um amortie, já lá vamos.

Quando o deixaram, Djokovic afinou o violino/raqueta/arma e ritmou o jogo do francês, ganhou o segundo set em tiebreak e o terceiro quase não existiu, 6-1.

No quarto set vimo-lo massajar o estômago, a sentir-se mal e a pedir para ir aos balneários. Já lá foi a perder por 2-0. Quando regressou vinha com os olhos esforçados, molhados, cansados. Levou com um 3-6.

O drama até pode ser recorrente mas não há nenhum no circuito como o de Dementieva, bem lá da Rússia.

Não mais conseguiu reagir ao poderio de Tsonga que ganhou o 4 e o 5 sets sem dar qualquer hipóteses.


Tsonga

Parece a selecção brasileira de futebol de 1982.

Mas... precisa de rever Godard e o seu treinador também, ou muda já. Nem que seja um excerto das Histoire(s) du cinema, e ver as vezes que forem precisas que o seu amortie, hoje, não funcionou e estava até a ser suicidário, como muitas outras vezes, só funcionou quando ja tinha o encontro ganho.

Por causa dele perdeu o segundo set, tolo, ali para quê?, e o terceiro, pois não recuperou da decepção do segundo e foi cilindrado no terceiro, 1-6.
Ver Godard.

Repetição: Por causa dele perdeu o segundo set, tolo, ali para quê?, e o terceiro, pois não recuperou da decepção do segundo e foi cilindrado no terceiro, 1-6.
Ver Godard.

Ganhou o primeiro set por 7-6, estava melhor e Djokovic não estava a perceber o que lhe estava a acontecer, o que é estranho, o jogo de Tsonga pode ser quase sempre diferente, nunca se sabe o que vai fazer, como se estivesse num glissando de variações constante.

Quando o sérvio se queixou da barriga e saiu vimos o francês a comer de forma ávida barras energéticas e depois foi um ver se te avias, não havia nada a fazer.

Alguém que lhe mostre o jogo do Brasil-Itália de 82; e se quiser continuar assim, cá para mim, que estou a alinhavar estas linhas, maravilha, mas vai perder mais vezes, quando importa mesmo, do que as que vai ganhar.
No fundo, é o que nos acontece a todos.

Fly to Melbourn with...


posted by luis Quarta-feira, Janeiro 27, 2010

Terça-feira, Janeiro 26, 2010

os detectives selvagens, página 494








Como não consegui arranjar o útimo ípsilon do ano e como só agora dei com os olhos no texto que Alexandra Lucas Coelho, O espelho de Hipátia, escreveu sobre o Ágora, de Alejandro Amenábar, destacar só este excerto de Bolaño: os detectives selvagens, página 494.


"29 de Janeiro
Encontrámos isto: uma professora ainda no activo conta-nos que conhecera Cesárea. Fora em 1936, e a nossa interlocutora tinha então vinte anos. Ela acabava de ocupar o lugar, e Cesárea trabalhava havia poucos meses na escola, pelo que fora natural que se tornassem amigas. Não sabia a história do toureiro Avellaneda, nem a história de nenhum outro homem. Quando Cesárea deixara o trabalho, a ela custara-lhe a compreender, mas aceitara-o como uma das peculiaridades que distinguiam a sua amiga.

[...]

Na época em que Cesárea trabalhava na fábrica de conservas, quando se encontravam no centro de Santa Teresa para ir ao cinema, ou para que a acompanhasse às compras, quando chegava tarde aos encontros costumava encontrá-la a escrever num caderno de capa preta, como o anterior, mas de formato mais pequeno, um caderno que parecia um missal, e onde a letra da sua amiga, de caracteres diminutos, deslizava com um enxame de insectos. Nunca lhe lera nada. Uma vez perguntara-lhe sobre o que escrevia, e Cesárea respondera-lhe que sobre uma grega. O nome da grega era Hipatia. Tempos depois procurara numa enciclopédia, e soubera que Hipatia era uma filósofa de Alexandria morta pelos cristãos no ano de 415. Pensara, talvez impulsivamente, que Cesárea se identificava com Hipatia. Não lhe perguntara nada mais, ou, se lhe perguntara, já se tinha esquecido."

posted by luis Terça-feira, Janeiro 26, 2010

blogsportime melbourne moment (1)





Ora, 11-19h30=08h30m.
Sabia que a partir daquela hora da manhã, daquele dia, que não tinha de se levantar, ia despertar, naturalmente. Moleskine pronto.

1º set:

Logo nos primeiros momentos do jogo Murray, qual poeta romancista futebolista basquetebolista, esconde muito bem a decisão de uma pancada até ao último último momento e Nadal que contava com a bola para um lado a viu passar por outro lado, espectador como nós.

Logo a seguir, estava 1-1, Nadal pede para visionar a decisão de um dos árbitros. Nesta altura do jogo, o que procura Nadal? Precipitou-se ou, muito hispânicamente, quer pôr em sentido o árbitro britânico? Esta nota é ela própria hispânica.

Quebram os serviços mutuamente nos segundos pontos.

Murray está a crescer e a asfixiar Nadal, como bem diz um dos comentadores do jogo no eurosport... até ao 5-2.

Murray deve ter visto o Suiça-Portugal ou o Angola-Mali e... ia-se dando mal. Relaxar tendo como adversário Nadal? Ia-se dando mal, 6-3, não parece mas ia, dentro do jogo é outra coisa.

Fly to Melbourn with...

[pequeno almoço, chã pão fresquinho compotas caseiras sumo de laranjas caseiras]

2º Set:

Ao 3-2 para Nadal, quebrando o serviço ao escocês, fogo de artifício, Australia day. Os comentadores dizem que o encontro se vai decidir em pequenos pormenores e por isso os dez minutos de luzes extraordinárias no skyline do eurosport ia ser uma das provas. Os comentadores do eurosport falam sempre muito e apressadamente, a não ser o do atletismo. Vamos ver, mas os dados do jogo não dizem isso ou, variando, é quase sempre em pormenores mais espessos.

Murray recupera, o set tem pontos maravilhosos, aquele lob, mas mostra também que a sorte, ou pequenos incidentes (bola na parte superior da tela a passar para o lado do espanhol e outra que cai a milímetros de uma das linhas defendidas pelo escocês), está do lado de Andy.

Todavia, Murray está mais forte, mais confiante, mais dominador, melhor. 7-6 com 7-2 para Murray.

2-0.

Fly to Melbourn with...

3º Set:

1-0 para Murray. 15 x 15 no segundo jogo, Nadal interrompe e pede ao árbitro de cadeira o fisioterapeuta, ouve-se alguém gritar. Está mau, diz Nadal, desanimadíssimo e inconsolável. Samuel Úria: Não sou eu que sou baladeiro/ Vocês é que têm mel nos ouvidos/ Às vezes eu chego ensanguentado/ E elogiam-me o padrão dos vestidos.

Depois da massagem, 2-0 e 3-0. Murray dirige-se à cadeira para descanso e alimentação e Nadal diz-lhe que não consegue continuar, abraçam-se e termina o jogo.

Jim Courier, no fim e como entrevistador, estava chato.

Nunca vi Murray jogar tanto.

Fly to Melbourn with...


Nota à parte, também ela tipicamente hispânica:
- as editoras espanholas deviam traduzir para espanhol a Ilíada, Homero, da Cotovia, traduzida por Frederico Lourenço; tenho para aqui alguns recortes de uns jornais espanhóis de quando Nadal chegou a número um a dizer que ele era inumano e coisas assim. Nadal não merecia aquele chauvinismo todo quando o próprio demonstrava/demonstra uma humildade absolutamente notável.
Quando se lêem os jornais espanhóis fica-se com a noção que em qualquer lado onde houver um espanhol a haver sucesso é quase todo motivado por ele, quase sempre exclusivamente. Espanha. Espanha.


posted by luis Terça-feira, Janeiro 26, 2010

Segunda-feira, Janeiro 25, 2010


posted by luis Segunda-feira, Janeiro 25, 2010

Sexta-feira, Janeiro 22, 2010

If you ever go to Houston (22)





joseph kosuth




1. Na primeira vez que o primeiro ministro de Portugal foi à Assembleia da República no ano da graça de 2010 para um debate com os deputados a dado passo:

Manuela Ferriera Leite dirigindo-se a ele no meio de uma qualquer apreciação diz: "você é o poder".

O primeiro ministro nada diz durante todo o debate sobre esta afirmação.

Mais à frente no tempo, 10, 15 minutos depois, Paulo Portas faz umas apreciações quaisquer e diz-lhe que "você isto, você é o responsável..."

O primeiro ministro diz a seguir, na sua resposta, a Paulo Portas que não acha bem ele dirigir-se-lhe a ele assim, "como se eu"...
É, não é? É a vida.


2. Aquela que assina como f num dos blogs mais repugnantes e que há-de ficar conhecido como um dos mais vergonhosos da blogosfera portuguesa (dizem-me, admirados, que já gerou um deputado: e? digo, e eles: e? sim, não está mais do que certo, muito certo?), a mesma f que um dia queria entrevistar e fotografar um arrumador de carros ali para o Marquês, escreve neste post, ou melhor: num comentário resposta, o seguinte:

"mto diferente saber q é preciso distinguir os good guys d viver num mundo a preto e branco, carlos. se calhar tem de sair da espuma para ver esta."


Retiveram o "se calhar tem de sair da espuma para ver esta"?

Já não é a primeira vez que f. revela a mesma jactância; passe lá da espuma, ó mulher, e guie-nos, guie-nos, quiçá, até à FLAD.

O autor da frase que ela cita ("«não muito diferente afinal esta estrada da nossa: tudo depende de sermos capazes de continuar a ser the good guys e de conseguirmos perceber quem o é. e sobreviver aos enganos. »"), responde-lhe assim: "Já agora: o que quis dizer com «se calhar tem de sair da espuma para ver esta»? Desconheço a expressão.

Quer dizer: ocorre-me 'A Espuma dos Dias', do Vian, mas neste contexto... Em todo o caso, ignore a minha questão, sff - fica para eu, quando tiver tempo, meditar."

Ela responde: "carlos, s fosse fácil distinguir os good guys ou, na metáfora do filme, os que transportam o fogo no coração, o post -- e o livro, e o filme -- não faria sentido. flei da espuma porq m pareceu q estava a fazer uma interpretação muito limitada da ideia de 'good guys'. eu estava, desculpe a grandiloquência, a falar d alma -- o tal fogo. um bocadinho mais fundo -- ou acima -- digamos, q a ideia d um universo a preto e branco."

Não? Profundidade.
Pro-fun-di-da-de.
Vejam onde é que ela consegue chegar, e a gritar.
Páre, por favor, páre.


3. Um dia, quase há meio ano, ouvi Marcelo Rebelo de Sousa dizer que também ele tinha feito uma incursão por uma das lojas maçónicas cá da república, já tinha saído, foi só para ver como é que era; dizia que dali não havia grande perigo, dando a entender que se reuniam para brincar, presumo que com legos. Marcelo queria que no PSD o quê?


4. Ao director de informação da rtp como à erc e também a muitos indivíduos que exercem o cargo de jornalistas é melhor pararem de cavar pois, enfim, o fosso já é de todo o tamanho e para virem para cima outra vez vai ser um problema.
Há vates e vates.


5. Entro no carro e ligo o rádio, levo logo com um fórum no diafragma, fogo!
A voz de um homem aí de meia idade a dizer que os anos que já viveu o levam a não acreditar no ser humano, e diz que vai exemplificar, dois pontos
certo dia foi a um hospital público onde uma enfermeira se recusou a fazer-lhe um penso...
- Desculpe sr. ... mas o assunto de hoje no forum não é dedicado a qualquer assunto de saúde, é, isso sim, sobre leis, legislar, o futuro de Portugal em leis. Vamos já ouvir o ouvinte seguinte, o Sr. Antunes, que está em viagem e nos está a ligar de cima de uma das rotundas deste país.


6. Mais uma vez os canais portugueses de notícias, 24 sobre 24 horas, da televisão por cabo na madrugada em que a BBC, a CNN e a Skynews, pelo menos, já davam a notícia do terramoto no Haiti, por cá mostravam e diziam não sei o quê. Estes canais assim vocacionados existem para quê? São os primeiros a dizerem que não têm qualquer relevância e a dizerem que somos mesmo os últimos para aqui encostados junto ao mar.
Por serem duas ou três da manhã? Gimme a break.


7. Miguel Esteves Cardoso, era só para lhe dizer que também reparei que na pública do último domingo houve alguém que se referiu à roupa que wes anderson anda a vestir; o público tem destas páginas cor-de-rosa, enfim. O que se passará naquelas cabecinhas?


8. Ande-se o que se andar e leia-se o que se quiser hão-de haver ainda e sempre títulos como o que o le monde escreveu a semana passada noticiando a morte de Rohmer, Mort d'Eric Rohmer, légende du cinéma français.
Pedro Lomba que surpreendemente passou a cronista do jornal público assim de um dia para o outro sem dizer nada a maior parte das vezes revelando antes no que escreve uma ausência de reflexão surpreendemente surpreendeu porque como que se inflingiu um upgrade de tudo aquilo que anteriormente disse em tom menos simpático.
Até esta semana onde caiu também ele no particularismo de acreditar que no tempo longo há sempre alguém que pode ser considerado o bode expiatório de qualquer coisa e então há que lhe apontar o dedo, ficando os outros quatro a olhar para ele. Neste caso referia-se a homens/mulheres que foram/são professores e que tiveram/têm de governar.
O Pedro Lombra deve ter tirado Direito, quase de certeza. E o upgrade?


posted by luis Sexta-feira, Janeiro 22, 2010

Quinta-feira, Janeiro 21, 2010

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Anton Chekhov


"Não podemos falar da história da “New York Review of Books” sem referir David Levine (1926-2009), o genial caricaturista cujos desenhos nos deram, ao longo de muitos anos, excelentes comentários irónicos e lúcidos sobre as mais diversas personalidades do mundo da cultura e da política. Hoje podemos deleitar-nos em www.nybooks.com/gallery/, compreendendo que Levine é, ao lado dos grandes caricaturistas da história dos últimos séculos, como Honoré Daumier (1808-1879), Richard Doyle (1824-1883), Thomas Nast (1840-1902), Leslie Ward (1851-1922) ou a escola alemã do “Simplicissimus”, um criador inconfundível no qual o humor inteligente se junta ao oportuno comentário crítico.

O mundo assemelha-se demasiado a uma marionette nas mãos de alguns bonecreiros” – disse um dia David Levine. E disse mais: “Só a sátira política pode salvar um país do inferno”. Desmentindo os seus detractores, afirmou ainda que “não podia ter ido mais longe, uma vez que não desejava ser demolidor. A caricatura que vai longe de mais avilta o olhar do ser humano”. "


Guilherme d'Oliveira Martins


posted by luis Quinta-feira, Janeiro 21, 2010

Quarta-feira, Janeiro 20, 2010

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Fotografia de Eduardo Gageiro


"Curiosa forma tem Alberto Vaz da Silva de abeirar-se aqui de Sophia, em evocação intensa, dilectíssima e discreta. «Quem tiver ouvidos para ouvir (...)». A visão inaugural é a de um jardim. Ainda não se fala de livros, nem de versos, mas de uma adolescente num «maravilhoso jardim semi-abandonado e selvagem», deslizando atrás do aroma «profundo, intenso, secreto, veludoso, insondável» que é a alma do mundo e a nossa própria. Quando Sophia, recuperando a memória desse lugar, escrever que «o corpo de Alexandre da Macedónia era, por sua natureza, aromático», certamente re-corda e a-corda. Os jardins são, para a consciência, territórios de origem, patamares, cavidades maternais, propulsores de vertiginosa passagem.

Este é, se quisermos, um livro sobre jardins. Os que nos precedem, os que formam sem sabermos a nossa alma e os seus declives, os que silenciosamente se avistam nas várias formas de grafia, desde aquela que cintila na vastidão silenciosa dos céus (e que também nos pertence), à nossa grafia íntima, feita de arranhões, de registos digitais, de textos, crateras.

A meditação sapiencial e mística leva-nos frequentemente para o interior de jardins. Homero descreve os de Alcíno como uma experiência encantadora: «ali, de pé, se maravilhou o sofredor e divino Ulisses». Virgílio trata-os muito especialmente, pois crê que aí se pode encontrar a felicidade. Ovídio evoca, com deliciado detalhe, os jardins de Flora. Teresa de Ávila escreve: «Nos inícios desta vida de fidelidade que quero contar ( ... ), saboreava a mais viva alegria em representar a minha alma como um jardim». A Bíblia começa e termina com um jardim: o do Éden e esse anónimo onde foi escavado um sepulcro, que será depois encontrado vazio. Nem por acaso, Maria Madalena, primeira testemunha da Ressurreição, confunde Jesus com um jardineiro. Será que confunde? Comenta Yourcenar: «Que melhor nome poderia dar-se àquele que fez crescer tantas sementes na alma humana?».

Existem no idioma hebraico duas formas distintas para nomear árvore: ets e ilan. O primeiro termo é o mais comum na narrativa bíblica, mas o segundo também se encontra, e é, de longe, o preferido pela Cabala. Deriva do aramaico ilana e o seu valor numérico é 91 (lembremos que a cada letra do alfabeto corresponde um número. Neste caso: 1+10+30+50). Ora, se atendermos à dimensão simbólica e espiritual dos números (sim, mesmo as coisas que nos parecem mudas têm uma voz!), árvore (valor 91) tem uma sinonímia com anjo (malakh, também de valor numérico 91). Ao dizer árvore é como se disséssemos anjo. Não nos espantemos da ligação natural do jardim às tipologias sagradas. Como explica Hipólito de Roma, no século III, «do jardim terrestre elevamos os nossos olhares para o jardim celeste».

Um eixo semântico atravessa a poética de Sophia de Mello Breyner Andresen: o do enlace, súbito ou repetidamente buscado, com o «inicial» e o «primeiro». Poema a poema somos remetidos para o «limpo», o «intacto», o «inteiro», o «puro». A poesia é aqui dicção peremptória do original, assombro perante a solenidade com que o visível refulge (ou pode ainda refulgir), justo e sem pregas, susceptível de descoberta. Esse é o seu ethos."


José Tolentino Mendonça in Evocação de Sophia, ed. Assírio & Alvim, 2009.


Guilherme d'Oliveira Martins:


"A poesia deveria ser universalista e por isso, ao lermo-la, encontramos o espírito de aventura e de novidade, que põe a pessoa em primeiro lugar, no sentido do prosopon grego, etimologicamente significativo de máscara teatral, que define a singularidade e a universalidade, aliando o que as une e o que as distingue.

Nesse sentido, a poesia de Sophia é europeia e transcende as fronteiras, bebendo através das raízes grega, mediterrânica e judaico-cristã a força das origens. Sentimos a partilha inspiradora que vem de Homero a Camões, chega a Pessoa, mas continua em Rainer Maria Rilke. E Frederico Lourenço diz-nos que a Grécia de Sophia é “construída pelo olhar dela, uma geografia anímica que tem tanto de Grécia como de Portugal”. E lembra O Búzio de Cós, onde se não ouve “nem o marulho de Cós nem o de Egina / Mas sim o cântico da longa vasta praia / Atlântica e sagrada / Onde para sempre a minha alma foi criada”, afirmando ainda (o tradutor da “Ilíada” e da “Odisseia”), emblematicamente, que “a Homero ela foi buscar a absoluta simplicidade de efeitos no acto de narrar”.

“no fundo da copa havia um desvão onde estava uma grande arca. Essa arca era para nós a caverna do Ali Babá. Lá dentro estavam os fatos de máscaras que os nossos tios e tias tinham usado na sua juventude no bailado da ‘Princesa de Sapatos de Ferro’ e no bailado do ‘Arlequim e Columbina’. Eram fatos maravilhosos, feitos de cetim de todas as cores, desenhados por Almada Negreiros e cortados e cosidos pela Maria Carolina. O meu preferido era o vestido da princesa feito de tiras amarelas e tiras brancas…». E, no outro extremo da cidade, da casa do Campo Grande, lembra: “nas tardes de Verão sentávamo-nos nos degraus da escada em meia-lua que liga a sala grande com o jardim e falávamos sem fim de todas as coisas visíveis e invisíveis do céu e da terra”.

Um dia disse a Jorge de Sena (grande e próximo amigo):“a minha família – pelas sabidas razões políticas – quase não me fala. Os meus amigos de juventude quase me detestam”. Mas também lhe confidencia: “Ser ao mesmo tempo poeta, mulher do D. Quixote e mãe de cinco filhos é uma tripla tarefa bastante esgotante”.

A Grécia entusiasma-a. Mas, confessa ainda a Sena: “não pense que vim da Grécia paganizada. Aliás o paganismo ali não é ‘nada do que se conta’! Voltei sim mais apta a compreender o Evangelho que S. Paulo pregou em frente da Acrópole. Mais apta a compreender toda a vital necessidade de ligação, de religação”.

E Maria Velho da Costa dá-nos um testemunho inesperado e essencial. É a crónica de uma cumplicidade, plena de pequenos episódios, em momentos diferentes. É Sophia rediviva. Lembrança de uma rapariguinha impraticável – “uma rapariga de setenta anos, capaz de ser vaidosa e frívola; e grandiosa como um mistério do mais abscôndito Deus, o inominável”. E inesperadamente ouvimos: “- Vamos à Baixa comer scones Marie?”. Maria Velho da Costa usa todo o seu talento, toda a sua força, para nos falar apenas de Sophia. “Nós divertíamo-nos como velhas meninas loucas naqueles dias de licença e privilégio consentidos…”. Lemos, relemos e sentimo-nos como moscas felizes, a testemunhar essa alegria essencial. "


posted by luis Quarta-feira, Janeiro 20, 2010

Terça-feira, Janeiro 19, 2010

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James Joyce, fotografiado en 1939 por Gisèle Freund



En un ensayo titulado El fonógrafo de Joyce, Jacques Derrida cuenta que estando en una librería de Tokio oyó a un turista estadonidense exclamar: "¿No sería posible reducir tanto libro como se publica en el mundo a uno solo?". "Tendrían que ser dos", fue la respuesta del filósofo francés, "Ulises y Finnegans wake".

"Con gran dificultad, ayer cogí la pluma y conseguí escribir dos páginas".

"Seamos honestos", dice Charlie Caruso, periodista en Newsweek y The New York Post durante más de 50 años, "el libro es un desastre, pero consigue algo que no consigue ningún otro: reunir a su alrededor a un montón de gente maravillosa".

"Anna fue, Livia es, Plurabelle será". Imposible no imaginarse a Joyce riéndose en su tumba.


posted by luis Terça-feira, Janeiro 19, 2010

Segunda-feira, Janeiro 18, 2010

London Calling
London Eye (2)




David Iliff, British Museum, British Museum Reading Room, 2006.

posted by luis Segunda-feira, Janeiro 18, 2010

Quinta-feira, Janeiro 14, 2010

If you ever go to Houston (21)




LMD, colagem sobre
Spatial Concept `Waiting', 1960, de Lucio Fontana,
2010.


Nem de propósito, um destes dias veio à conversa se devíamos ou não listar sites e, ainda mais pormenorizadamente, autores de sites, de jornais, de revistas, por aí fora. Na vida, na escola e fora dela.

Com tanta informação disponível a questão é também essa: saber organizar e ter favoritos suficientes, bons, muitos bons e excelentes, e fomentar e proporcionar. Assim de repente (em quinze minutos mais concretamente, que é o que tenho agora) julgo que a quase todos nós já nos passou isso pela cabeça: a qualidade das nossas fontes, das mais diversas. E quais os critérios que levam a definir essa qualidade.

Quase simples, portanto.

Mas quando a conversa mete net a universidade mais conservadora e conservadora e em geral torce o nariz, agita as pernas, franze as sobrancelhas, incha, fica vermelha e dispara, porque, enfim, a ciência é ciência e para lhe causar uma revolução, Kuhn, quase ainda não pode vir de um sítio que não passa de um sítio muito cosmopolita e hedonístico.

Há dias linquei aqui uma conversa com Umberto Eco, acerca de listas, e a dada altura:

"SPIEGEL: But you also said that lists can establish order. So, do both order and anarchy apply? That would make the Internet, and the lists that the search engine Google creates, prefect for you.

Eco: Yes, in the case of Google, both things do converge. Google makes a list, but the minute I look at my Google-generated list, it has already changed. These lists can be dangerous -- not for old people like me, who have acquired their knowledge in another way, but for young people, for whom Google is a tragedy. Schools ought to teach the high art of how to be discriminating.

SPIEGEL: Are you saying that teachers should instruct students on the difference between good and bad? If so, how should they do that?

Eco: Education should return to the way it was in the workshops of the Renaissance. There, the masters may not necessarily have been able to explain to their students why a painting was good in theoretical terms, but they did so in more practical ways. Look, this is what your finger can look like, and this is what it has to look like. Look, this is a good mixing of colors. The same approach should be used in school when dealing with the Internet. The teacher should say: "Choose any old subject, whether it be German history or the life of ants. Search 25 different Web pages and, by comparing them, try to figure out which one has good information." If 10 pages describe the same thing, it can be a sign that the information printed there is correct. But it can also be a sign that some sites merely copied the others' mistakes."

Entre o bem e o mal... calma, certo, mas entre este e aquele autor, e entre este e aquele livro ou artigo, e entre este e aquele site.

A questão, sempre, entre o bem e o mal, mas...

No passado ano lectivo um grupo de alunos do 12º ano em tom de desafio pediu-me para lhes sugerir um filme para mostrar a três turmas de 12º ano. Indiquei-lhes Young Mr. Lincoln, de John Ford. Uma sala cheia, um filme a preto e branco, de 1939, e não se ouvia uma mosca, ainda que em Junho. No fim só sorrisos e John Ford em ombros pela porta fora.

Este ano, numa das turmas mostramos, um destes dias, o filme Young Mr. Lincoln, de John Ford. Andamos há quinze dias em conversas e discussões sobre algumas das cenas dos filmes, das suas personagens e das suas atitudes. Grande tem sido o entusiasmo. Hoje uma das alunas mostrou-me o filme acabadinho de comprar.
John Ford saiu em ombros e ao som de cânticos.

Lá está, Eco, a internet também. Há dias uma pergunta levou-me a este post, este este:

Is Google Good for History?

"Even the harshest critic here of Google's historic book digitization project confessed to using it for his research and making valuable finds with the tool.

Dan Cohen, director of the Center for History and New Media, at George Mason University: Of course it is," he said. "We historians are searchers and sifters of evidence. Google is probably the most powerful tool in human history for doing just that. It has constructed a deceptively simple way to scan billions of documents instantaneously, and it has spent hundreds of millions of dollars of its own money to allow us to read millions of books in our pajamas. Good? How about great?"

He reported that he regularly has students "discover new topics to study and write about through searches on Google Books."

The vastness of the Google project will fight the "widespread problem of anecdotal history," in which scholars lack the points of comparison to determine the real significance of an event, text or person. "As more documents are scanned and go online, many works of historical scholarship will be exposed as flimsy and haphazard," Cohen said "The existence of modern search technology should push us to improve historical research. It should tell us that our analog, necessarily partial methods have had hidden from us the potential of taking a more comprehensive view."

Generally, Cohen said, academics are too quick to attack Google or any large corporation. Historians "can find fault with virtually anything," he said, and "this disposition is unsurprisingly exacerbated when a large company, consisting mostly of better-paid graduates from the other side of campus, muscles into our turf." Cohen said that "had Google spent hundreds of millions of dollars to build the Widener Library at Harvard, surely we would have complained about all those steps up to the front entrance."

Paul Duguid, adjunct professor at the School of Information at the University of California at Berkeley and a professorial research fellow at the University of London, argued that in fact it's difficult to criticize Google or its various projects without being accused of being a Luddite or otherwise old-fashioned.

Duguid argued that the incorrect misclassification of work is too widespread not to be treated as a huge flaw. He note that when the Google Books Blog recently boasted about new tools to use illustrations for new book covers, he found errors in the books used as examples. For instance, he said that Studies of American Fungi had been classified as a cooking book. And he talked about how Google had once located King Lear in upstate New York (due to the Duke of Albany), and that Google had given Duguid credit for writing a book that appeared in 1879.

Once, when he published an essay critical of Google, Duguid said, a scholar wrote to him that he loved Google digitization because he didn't need to go to the library anymore. Duguid called that tragic, and said if that is the argument being used by scholars (and some librarians) to defend digitization, they should be ashamed. (Generally, he said librarians have been too quick to embrace Google.)

Brandon Badger, project manager for Google Books, said that the scholars need not worry. He said that there is "passion" for book digitization throughout the company.

When one historian talked about how easy the Web makes digital piracy, Badger said he saw Google Books creating the means to sell serious books to far more people in digital versions. He compared the idea to iTunes, in which the availability of music you can purchase in an instant created an alternative to downloading pirated versions.

On the topic of errors, Badger said Google was committed to improvements that would speed corrections. He said that he envisioned a system down the road where, if two scholars point out an error, it would be automatically corrected. But he also said that some errors (such as photos of the hands of those scanning books) were inevitable and were a cost of moving ahead on the project. Holding up a book he read on his flight to the conference, he said that Google could focus entirely on making perfect scans of every page of every book, with classifications that couldn't be disputed and perfect images without anyone's hands visible. But he said it would take 100 years "and we'd all be dead."

The book that Badger held up was later cited in the question period as an example of the culture clash between Google and academe. Google is in fact proud of a non-corporate culture, and Badger was the least formally dressed person on the panel. But although Badger could have passed for a graduate student, the book he held up -- tips on golf -- wasn't what an aspiring grad student would have read on a flight where future department colleagues might spot him.

The professor who cited the book said that when Badger held it up, "you could hear people's eyes roll." And the professor expressed fear that Google and academics might not be engaged in the conversation they need because of a culture clash. He asked Badger whether Google ever considers hiring academics or people who think like academics to handle such discussions and to contribute to the creation of projects.

Badger said that in fact he viewed the historians in the audience as "power users" and came to meetings such as this to learn from them. He said that Google doesn't want to produce products only for "geeky engineers." Badger joked that he would post something on Craigslist right away to seek out more academic advice. The professor, noting the culture clash once again, suggested H-NET might be a better place to seek advice from academics than would be Craigslist. "

Claro que sim, com todos os cuidados que se tem noutros meios, um exemplo que ainda não vi li nos jornais portugueses:

Los cuatro paños flamencos son extraordinarios por varias razones: su época de elaboración -el último cuarto del siglo XV-, sus dimensiones -cada uno de 11 metros de largo y cuatro de alto- y el detalle con el que narran hechos contemporáneos, con estilo casi periodístico.

Los tapices reflejan varias etapas en la toma de las ciudades norteafricanas de Arzila y Tánger por el monarca portugués Alfonso V (1432-1481), y proporcionan valiosa información sobre los uniformes y las armas de los portugueses en la época.

Lá está a internet, a História através da internet, quando as pessoas ainda diziam e dizem, por exemplo nos programas de informação das oito da noite, lá na internet, como se fosse um sítio estranho e muito muito perigoso. "Mete à internet e vê o que dá".

Essa internet que nos vai mudando, moldando:

A pergunta de 2010 é, literalmente: “Como está a Internet a mudar a maneira como você pensa?”

"Eles respondem: que a Internet os (nos) tornou mais espertos, menos profundos, mais rápidos, menos focados, mais acelerados, menos criativos, mais tácteis, menos visuais, mais altruístas, menos arrogantes. Que expandiu radicalmente a nossa memória, mas fez de nós, ao mesmo tempo, reféns do presente. A grande teia surge
equiparada a um ecossistema, um cérebro colectivo, uma memória universal, uma consciência global, um mapa total da geografi a e da história.

Até ao fecho desta edição, tinham respondido ao desafi o 121 fi lósofos, cientistas, médicos, engenheiros, escritores, artistas, jornalistas.

Kevin Kelly, Fundador da revista Wired: Tornei-me mais “esperto” em factos, mas o meu saber é hoje mais frágil. Tudo o que aprendo é sujeito a erosão. As minhas certezas sobre seja o que for diminuíram, isto é, em geral, parto cada vez mais do princípio que aquilo que sei está errado. A Internet também esbateu a diferença entre o meu pensamento sério e o meu pensamento lúdico. Penso que a conjugação de jogo e trabalho, de pensar a sério e pensar a brincar, é um dos mais fantásticos efeitos da Internet.

Stephen Kosslyn, Psicólogo, Universidade de Harvard: A Internet estendeu a minha
memória, a minha percepção, os meus juízos de valor. Estes efeitos tornaram-se ainda mais notáveis desde que tenho um smart phone. Hoje, uso-o regularmente para verificar factos, ver vídeos, ler blogues. O inconveniente é que dantes tinha tempos mortos durante os quais deixava vaguear a minha mente e de onde podiam surgir pensamentos ou ideias inesperadas. Esses intervalos tornaram-se menos frequentes. Mas acho que é um pequeno preço a pagar: hoje, penso melhor do que antes de ter integrado a Internet nos meus processos mentais e emocionais.

James O’Donnell, Classicista, Universidade de Georgetown: Os meus dedos passaram a fazer parte do meu cérebro. Pessoalmente, e apenas por enquanto, é sobretudo nos meus dedos que reparo. Quando estou fora do meu gabinete, perguntem-me uma coisa interessante e puxo logo do meu Blackberry – é uma reacção física, preciso de começar a manipular a informação na ponta dos meus dedos. Ao computador é o mesmo padrão: o sinal de que estou a pensar é que estendo a mão e começo a abanar o rato. Os meus olhos e as minhas mãos já aprenderam novas maneiras de trabalhar com o meu cérebro, num processo que, para mim, é realmente uma nova maneira de pensar. O mundo da informação está mais táctil do que nunca.

Seth Lloyd, Engenheiro, MIT: Penso menos. E, quando penso, sou mais preguiçoso. Durante centenas de milhões de anos, o sexo foi a maneira mais eficiente de propagar informação de procedência duvidosa: as origens de todos aqueles fragmentos de lixo genético do ADN perderam-se nas areias da história reprodutiva. Mas a Web usurpou o lugar do sexo. Basta um download ilegal para propagar mais bocados de informação parasita do que um voo nupcial de moscas tsétsé. Por enquanto, a capacidade da Internet para propagar informação de forma promíscua é uma bênção. Mas o que acontecerá a seguir? Não me perguntem a mim. Nessa altura, espero ter parado completamente de pensar.

Lee Smolin, Físico, Perimeter Institute: Até agora, a Internet não mudou a nossa maneira de pensar. Mas alterou radicalmente o contexto do nosso pensamento e do nosso
trabalho. Dantes cultivávamos o pensamento, agora tornamo-nos caçadores-recolectores de imagens e de informação. Talvez, quando a Internet estiver soldada aos nossos óculos ou aos nossos dentes, e os ecrãs forem substituídos por lasers a desenhar imagens directamente nas nossas retinas, as mudanças sejam mais profundas.

Joshua Greene, Neurocognitivista e filósofo, Universidade de Harvard: A Internet não mudou a nossa forma de pensar mais do que o microondas mudou a nossa forma do digerir os alimentos. Deu-nos um acesso sem precedentes à informação, mas não mudou o que fazemos com ela quando a temos na nossa cabeça. Isso é assim porque a Internet (ainda) não sabe pensar. Ainda temos de o fazer nós próprios, à maneira antiga. Até isso mudar, a Internet vai continuar a ser nada mais, nada menos, do que um utilíssimo, e muito estúpido, criado mudo.

Tom Standage Editor do Economist: A Internet não mudou a minha maneira de pensar. O que sim fez, porém, foi agudizar a minha memória. Uma rápida pesquisa de palavras chave bem escolhidas costuma ser sufi ciente para transformar a minha fraca reminiscência de qualquer coisa numa recordação perfeita da informação em causa. Isto é útil agora e vai tornar-se ainda mais útil quando, ao envelhecer, a minha memória fi car menos fi ável. No futuro, talvez o mesmo aconteça com a forma como a Internet aumenta as nossas faculdades mentais."

Essa internet que vamos fazendo todos os dias. Quando for grande...

posted by luis Quinta-feira, Janeiro 14, 2010

Terça-feira, Janeiro 12, 2010


posted by luis Terça-feira, Janeiro 12, 2010

Segunda-feira, Janeiro 11, 2010

Mort d'Eric Rohmer, légende du cinéma français

LE MONDE 11.01.10 18h36 • Mis à jour le 11.01.10 19h30


Non,


Mort d´Eric Rohmer, légende du cinéma

posted by luis Segunda-feira, Janeiro 11, 2010 / 18h40


Pára tudo, mesmo tudo.


posted by luis Segunda-feira, Janeiro 11, 2010

London Calling
London Eye
(1)




Dynamic Suprematism 1915 or 1916
Supremus


"In contrast to Malevich’s transcendent abstraction, Serra’s Trip Hammer embodies a powerfully material presence. The plates of heavy steel are balanced and unfixed. Carefully proportioned and poised, they combine classical simplicity with a sense of nervous energy and tension."



posted by luis Segunda-feira, Janeiro 11, 2010

Quinta-feira, Janeiro 07, 2010

meia dúzia de fotografias, ou mais, ou menos, tiradas em 2009
e
que os autores não se importaram que elas fossem mostradas aqui
(1)



CPV, sem título, Istambul, 2009.

posted by luis Quinta-feira, Janeiro 07, 2010

Quarta-feira, Janeiro 06, 2010

lista livros 2009






Rainer Maria Rilke, O Livro de Horas, Assírio & Alvim.

William Shakespeare, A Tempestade seguido de O Mar e o Espelho de W.H.Auden, Cotovia.

Mestre Eckart, Tratados e Sermões, Paulinas.

Pickpocket, João Miguel Fernandes Jorge / Rui Chafes, Cinemateca Portuguesa.

Nuno Bragança, Obra Completa 1969-1985, Dom Quixote.

G.K. Chesterton, O Homem Eterno, Aletheia.

John Cheever, Contos Completos I, Sextante.

Robert Musil, O homem sem qualidades III, Dom Quixote.

Paul Johnson, Intelectuais, Guerra & Paz.

Joseph Ratzinger/Paolo Flores d`Arcais, Existe Deus?, Pedra Angular.

Tony Judt, O Século XX Esquecido, Edições 70.

Slavoj Zizek, Violência, Relógio D´Água.

David Lodge, A Consciência e o Romance, Edições Asa.

Manuel Clemente, 1810-1910-2010 Datas e Desafios, Assírio & Alvim.

Truman Capote, Contos Completos, Sextante.

Toni Morrison, Beloved, Dom Quixote.

Zbigniew Herbert, Escolhido pelas Estrelas, Assírio & Alvim.

William Blake, Canções de Inocência e de Experiência, Assírio & Alvim.

Aristóteles, Ética a Nicómaco, Quetzal.

Thomas Mann, A Montanha Mágica, Dom Quixote.

Honoré de Balzac, Ilusões Perdidas, Dom Quixote.

Italo Svevo, A Consciência de Zeno, Dom Quixote.

Richard Dawkins, O Espectáculo da Vida, casa das letras.

Alex Ross, O Resto é Ruído, casa das letras.

Julio Cortázar, A volta ao dia em 80 mundos, Cavalo de Ferro.

Roberto Bolaño, 2666, Quetzal.

John Fante, Pergunta ao Pó, Ahab.

Cormac Mcarthy, Sutree, Relógio D` Água.

John Dos Passos, Manhattan Transfer, Presença.

Thomas Pynchon, O Leilão do lote 49, Relógio D` Água.

Don DeLillo, Ruído Branco, Sextante.

Truman Capote, Outras vozes outros lugares, Sextante.

Richard Yates, Revolutionary Road, Civilização.

Thomas S. Kuhn, A estrutura das revoluções científicas, Guerra & Paz.

Alexandra Lucas Coelho, Caderno Afegão, Tinta da China.

Maria Grabriela Llansol, Uma data em cada mão Livro de Horas I, Assírio & Alvim.

Robert Walser, Os Irmãos Tanner, Relógio D` Água.

Cesar Aira, Um Episódio na Vida do Pintor Viajante, Assírio & Alvim.

Dennis McShade, Blackpot, Assírio & Alvim.

Dennis McShade, Mulher e Arma com Guitarra Espanhola, Assírio & Alvim.

História de Portugal, Rui Ramos Coordenador, A Esfera dos Livros.

Eucanaã Ferraz, Cinemateca, Quasi.

Martin Gilbert, A Segunda Guerra Mundial, Dom Quixote.

Vasco Pulido Valente, Portugal Ensaios de História Política, Aletheia.

Jorge de Sena, Sinais de Fogo, Guimarães Editores.

António Lobo Antunes, Que Cavalos são aqueles que fazem sombra no mar, Dom Quixote.

Willaim Faulkner, A Fábula, casa das letras.

Philip Roth, Indignação, Dom Quixote.

Mario Vargas Llosa, Conversa n`A Catedral, Dom Quixote.

Daniel Mendelsohn, Os desaparecidos, Dom Quixote.

Daniel Defoe, Robinson Crusoe, Relógio D`Água.

Rogério Casanova, Pastoral Portuguesa, Quetzal.

Stendhal, Do Amor, Relógio D`Água.

Charles Dickens, Os Cadernos de Pickwick, Tinta da China.

Ernesto Sabato, O Túnel, Relógio D`Água.

Giani Stuparich, A Ilha, Ahab.

J.M.G.Le Clézio, A Música da Fome, Dom Quixote.

José Mattoso, Naquele Tempo, Temas e Debates Círculo de Leitores.

Ana Teresa Pereira, O Fim de Lizzie e Outras Histórias, Relógio D` Água.

António Osório, A Luz Fraterna Poesia Reunida, Assírio & Alvim.

Adília Lopes, Dobra - Poesia Reunida, Assírio & Alvim.

Herberto Helder, Ofício Cantante Poesia Completa, Assírio & Alvim.

José Tolentino Mendonça, O Viajante Sem Sono, Assírio & Alvim.


posted by luis Quarta-feira, Janeiro 06, 2010

Terça-feira, Janeiro 05, 2010

Quando já esperávamos a boa nova da tua chegada à cidade chegou-nos incredulamente a da tua partida.




Lhasa de Sela 1972-2010.

posted by luis Terça-feira, Janeiro 05, 2010

Segunda-feira, Janeiro 04, 2010

Bom 2010


posted by luis Segunda-feira, Janeiro 04, 2010

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e Brancusi-Serra e Tom Waits e Ruy Belo e
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e What Heaven Looks Like: Part 2
e Enda Walsh e Jean Genet e Frank Gehry's first skyscraper e Radiohead and Massive Attack play at Occupy London Christmas party - video e What Heaven Looks Like: Part 3 e
And I love Life and fear not Death—Because I’ve lived—But never as now—these days! Good Night—I’m with you. e
What Heaven Looks Like: Part 4 e Krapp's Last Tape (2006) A rare chance to see the sell out performance of Samuel Beckett's critically acclaimed play, starring Nobel Laureate Harold Pinter via entrada como last tapes outrora dias felizes e agora MALONE meurt________

São horas, Senhor. O Verão alongou-se muito.
Pousa sobre os relógios de sol as tuas sombras
E larga os ventos por sobre as campinas.


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Past